CORAÇÕES EM SINTONIA

CORAÇÕES EM SINTONIA

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WpMetadataNoticeLast published Mon, May 3, 2021
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Fiction
Romance
escrito por Cristian & Samantha prólogo: -Mike- Apesar de não ter concordado de primeira, eu entendi que era por uma boa causa e lá estava eu numa noite de domingo no quarto de cirurgia vendo Nicol deitado inconsciente e vários médicos retirando um de seus pulmões. Já tinha visto isso antes, mas ver naquele momento me dava medo, eu sei que as chances de sobrevivência são maiores e os exames indicavam que seus dois pulmões eram ótimos, ele tinha histórico de corredor e isso ajudou bastante. Mas por que essas máquinas apitam? Por que essas luzes vermelhas? Por que diabos os médicos estão desesperados dizendo que o coração está parando? -levem ele para a incubadora!!!! O órgão foi retirado mas Nicol estava entre a vida e a morte, aquilo não estava nos planos, você disse que ia conseguir! Alice, namorada dele, viu o que ele fez e desabou a chorar, não entendia o por que dessa situação, mas sabia que ele fez por outra mulher. Em nenhum segundo sequer eu vi Alice sair de perto dele, sempre estava lá ao lado de sua maca contando histórias ou escutando música como se ele também estivesse ouvindo.
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Acredito que a vida deveria ser mais do que apenas sobreviver, que se encontramos uma razão para sorrir, não deveríamos chorar. Acho que existe um propósito. Não acho que fomos enviados por Deus para seguirmos uma rotina. Não se, realmente, existe um Deus lá em cima, mas, de al-guma forma nosso cérebro nos predestina a agir, nos obriga a pensar, a decidir. Construindo uma vida, uma vida repleta de escolhas, às vezes boas, outras vezes ruins. Vivo em um apartamento simples, ao lado do hospital. Não me casei. Não estou em um relaciona-mento ainda. Passo a maior parte do tempo no hospital. Vira e mexe encontro meus amigos da an-tiga escola, que sempre me cumprimentam com a mesma expressão: "quem te viu, quem te vê". Não desminto. Admito que, no momento em que decidi me tornar cirurgiã, de certa forma, parei de viver, deixando festas e bebedeiras para trás e me foquei em sobreviver a faculdade. Em meus raros tempos livres, permito-me viajar no tempo. Lembrando-me de meus 16/17 anos, onde festas e bebedeiras eram presentes. Relembro de quando passei para a faculdade, caralho, aquela noite foi louca, vagas lembranças de doses de tequila e meninos me veem a cabeça. Lembrei-me de quando peguei meu diploma, da primeira cirurgia, fazia tempo. Minha mente foi invadida pelas lembranças da residência, onde perdi meu primeiro paciente. Um menino pequeno, 6 anos, traumatismo craniano, hemorragia subdural devido ao trauma, não podíamos fazer nada para ajuda-lo. Sofri a perda, mas me apaixonei pela profissão, o que fez com que eu me tornasse neurocirurgia pediatra. Meu despertador tocou de uma forma irritante, me despertando de minhas memorias e me levou a pensar, eu estou apenas sobrevivendo ou estou realmente viva?

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