Poemas De Um Suicida

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WpMetadataNoticeLast published Sat, Apr 26, 2025
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Poetry
Alma minha gentil, que te partiste Tão cedo desta vida, descontente, Repousa lá no Céu eternamente E viva eu cá na terra sempre triste. Se lá no assento etéreo, onde subiste, Memória desta vida se consente, Não te esqueças daquele amor ardente Que já nos meus olhos tão puro viste. E se vires que pode merecer-te Alguma cousa a dor que me ficou Da mágoa, sem remédio, de perder-te, Roga a Deus, que teus anos encurtou Que tão cedo de cá me leve a ver-te, Quão cedo de meus olhos te levou -Luís de Camões
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Meus olhos te viram triste Olhando pro infinito Tentando ouvir o som do próprio grito E o louco que ainda me resta Só quis te levar pra festa Você me amou de um jeito tão aflito Que eu queria poder te dizer sem palavras Eu queria poder te cantar sem canções Eu queria viver morrendo em sua teia Seu sangue correndo em minha veia Seu cheiro morando em meus pulmões Cada dia que passo sem sua presença Sou um presidiário cumprindo sentença Sou um velho diário perdido na areia Esperando que você me leia Sou pista vazia esperando aviões Meus olhos te viram triste Olhando pro infinito Tentando ouvir o som do próprio grito E o louco que ainda me resta Só quis te levar pra festa Você me amou de um jeito tão aflito Que eu queria poder te dizer sem palavras Eu queria poder te cantar sem canções Eu queria viver morrendo em sua teia Seu sangue correndo em minha veia Seu cheiro morando em meus pulmões Cada dia que passo sem sua presença Sou um presidiário cumprindo sentença Sou um velho diário perdido na areia Esperando que você me leia Sou pista vazia esperando aviões Sou o lamento no canto da sereia Esperando o naufrágio das embarcações

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