A Arte das estações

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WpMetadataNoticeOstatnia publikacja czw., cze 3, 2021
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Poezja
Caro leitor; Espero que possa apreciar as poesias, sonetos e poemas que estão por vim, eles retratam os totais sentimentos que vivenciei durante três anos de minha vida, uma época em que fiz uma escolha que mudou a minha vida, que mudou quem sou hoje; Sempre tive dificuldade em expressar as coisas, porque para mim, parece incabível usar tão poucas palavras para se explicar um sentimento, infelizmente graças a isso, nunca me encaixei corretamente e sempre estive a procura da peça que faltava, talvez fosse sentimental demais para se estar ali, por fim deixei um dos meus maiores medos me assombrar até os dias de hoje, o Fim, como tudo tem um começo, tudo tem que acabar, mas não gostava disso, parecia um fator na existência que era inadmissível, mas infelizmente era incontestável, por conta disso, seja o que fosse não gostava de finais, não importava sobre, tudo que eu sentia a imensidão, a força das palavras, os gestos, tudo que eu sentia como se estivesse vivo. Porém essa época, mudou quem sou, me mostrou que a poesia era o dom das palavras no qual eu precisava dirigir tudo que eu sentia, e que a memoria poderia acalma aos poucos esse medo avassalador. Caro leitor espero do fundo que sinta nesses capítulos a virtude de cada palavra e o que cada sentimento traz com ela. Em doze capítulos deixarei a exatidão do meu sentir, e o meu transformar de estação em estação, em um ator e poeta, cada poesia, paráfrase e soneto, sobre estações dentro dessa arte, o profundo poema de empatia em ser uma poesia.
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#3
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Você não queria estar aqui lendo esse monte de merdas; e, talvez, eu também não queria ter escrito essas coisas. Porque se existisse algo que fizesse-nos sentir úteis, a mísera possibilidade de possuir essa coisa, de bom grado, estaríamos doando até a nossa alma, ou o que restou dela. Não estaríamos perdendo tempo lendo essas coisas. Por favor, caro leitor, não demonizem os meus pensamentos, nem as minhas lembranças. O diabo é coisa séria, e eu não ousaria brincar com alguém que sente prazer em ter a companhia de outras pessoas; mas também é preciso ter o mínimo de decência, e vocês hão de concordar comigo, não é preciso trazer a tona a sua moralidade religiosa, subjugar palavras de um tolo que não tem nada para lhes oferecer. Eu tenho uma cabeça doente, a minha alma foi forjada pelo fogo da tristeza e da solidão. Isto não é um manifesto contra toda a distopia criada pela minha memória. São, apenas, palavras. Palavras soltas tentando remontar a minha memória; essa, sempre desconexa, que coexiste pelas lembranças de um passado desordenado, um presente difuso e um futuro, indecentemente, incerto. Hoje, eu já não sei mais o que eu sou, mas, um dia, eu já fui o Esteban.

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