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O Diário de Devaneios Estrelares

O Diário de Devaneios Estrelares

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Jul 13, 2021
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Poetry
Sobreviver entre as chamas da dor é um caminho pedregoso e vicioso. Primeiro, o calor te consome, te transforma em algo novo e antigo, te entorpece do prazer de se sentir acomodado em um lar. Mas então, ele se transforma em fogo, e o fogo desfaz pele, ossos e alma. Queima tudo, retornando aquilo que somos em cinzas passageiras. Passageiras, sempre passageiras. Nada mais do que pedaços quebrados e refutáveis. Desperdiçados, esquecidos. Não somos nada mais do que pó. E, se somos pó, de que importa sentir? De que importa chorar? De que importa querer? Sonhar? Não sei, mas ainda sinto, ainda choro, ainda quero, ainda sonho. São nas antíteses de uma alma cansada que os devaneios florescem e me reencontro. Como humana, como imortal, como pecadora, como incrível, como maravilhosa, como parte de algo maior, como ínfima, como quebradiça. Como tudo aquilo que posso ser, e nada além daquilo que tenho acesso: ruínas, catástrofes e destruição. Esse livro é um compilado de todos os pensamentos conturbados que minha mente estilhaçada teve. Uma tentativa de construir nas palavras um refúgio que tornasse minha estadia suportável. Espero que encontre suas respostas aqui, ou, que pelo menos, reflita sobre tudo aquilo que é. Se quer ser caos ou construção, luz ou escuridão, morte ou vida. Ou se, diante de todo o Universo, pode ser tudo isso e um pouco mais!
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Aquelas tuas palavras caíram sobre mim como meteoros súbitos na noite. A queda foi rápida, o barranco não muito profundo. A descida, porém, não foi das mais suaves. Qual são os preços pagos das lições aprendidas? É um risco que ocorre, Agulha contra o vidro, Eu tenho um bom punhado de assombrações que me acompanham, me sussurram desesperos [...] Era como se eu estivesse invisível. Tão mudo o escuro que o menor cochicho Na amplitude do silêncio é engrandecido Como cansa sentir tudo e não mais sentir nada! Não pense que não sei nada do mundo para entender. Reunindo 4 poemas e 6 contos, entre a prosa e a poesia, Paredes Invisíveis é um retrato de cacos quebrados além dos sentidos, pequeno relicário de um milhão de gotas de dolorosas melancolias. Quais os riscos que corremos? O que encontrar na escuridão? Quem nos espera e quem nos envenena? Por qual caminho seguir se não vemos sentido em tudo isso? São muitos, são muitos os vidros. Você aprende a conviver com eles. É preciso.

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