O Jogo da Ilha Código: Luana

O Jogo da Ilha Código: Luana

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Feb 2, 2026
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Fiction
Romance
Prólogo O problema nunca foi o toque. Foi o que vinha antes dele. O silêncio carregado. O pressentimento. A sensação de estar sendo observada mesmo quando ninguém estava ali. Algumas histórias começam com um encontro. A minha começou com uma escolha que eu ainda não sabia que teria de fazer. Eu acreditava que controle era disciplina. Que amor era abrigo. Que desejo era apenas vontade. Ingênua. Havia um homem que me conhecia pelo nome que só ele usava. Sabia meus horários, minhas manias, meus silêncios. Amava o que eu fui - e o que ainda podia ser ao lado dele. Havia outro que não me pedia nada. Apenas observava. Calculava. Esperava. Ele não falava de amor. Falava de segurança. De estratégia. De proteção - como se meu corpo fosse uma fronteira. E eu sentia. Sentia quando o ar mudava de densidade. Quando o desejo não vinha do toque, mas da ameaça dele. Quando o perigo parecia íntimo demais para ser ignorado. Entre um amor que me lembrava quem eu era e um desejo que queria decidir quem eu seria, meu corpo começou a responder antes da razão. O sono ficou leve. Os pensamentos, recorrentes. E o silêncio... atento demais. O desejo é cruel porque se disfarça de escolha. Mas escolhe por você enquanto você hesita. Eu achava que estava retomando minha vida. Não percebi que estava entrando no campo de força de dois homens que jamais aceitariam perder. Se a gente cruzar essa linha hoje, não tem volta. Talvez nunca tenha tido. O perigo não me perseguiu. Ele me esperou. E quando dei por mim, já não sabia se o que me puxava era amor... ou algo muito mais difícil de largar. Se a gente cruzar essa linha hoje, não tem volta. Talvez nunca tenha tido. Eu acreditava que estava retomando o controle da minha vida. Mas a verdade é mais simples - e mais sombria: Eu estava no centro exato de dois perigos. Um que me amava demais para me perder. Outro que jamais aceitaria deixar eu ir. E o erro não foi me aproximar do abismo. Foi perceber... tarde demai
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