Tarde demais

Tarde demais

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WpMetadataNoticeLast published Sun, Jun 27, 2021
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Fiction
Romance
É tão fácil pensar que ele foi bom, que agora que se foi, todas as coisas ruins que ele já fez não são dignas de serem lembradas, oh não! Ninguém fala mal de um morto, ele foi bom, ele amou, ele cuidou. Ele sorriu, ele viveu, mas não, ele não fez essas coisas, talvez em seu jeito distorcido de ver o mundo, ele acreditasse que estava fazendo exatamente isso, mas lhe garanto, ele era tudo, menos bondoso, ele era tudo, menos gentil, e amar? Por um tempo eu acreditei que era o que ele fazia. Mas com o tempo me dei conta de que nem eu mesma sabia mais o que era esse sentimento, é tão louco como você se adapta a situações mais baixas possíveis, em que se você olha-se de fora, gritaria e diria eu nunca passaria por isso, como ela pode? Mas lá estava eu com o coração na bandeja pronta pra entregar ao primeiro que me desse um pouco de amor, um pouco de paz, aquela paz que eu não tinha, aquela quietude que eu buscava sem nem mesmo me dar conta. Enquanto eu odiava meu pai, por tudo que ele nos fazia passar, não me dei conta que me casaria com um homem ainda pior. Que eu o amaria profundamente e ele me daria migalhas por qual eu almejaria, ele me daria nada, e eu sorriria por isso, por que quando sua mente chega a esse ponto, não existe limites para o que você pode fazer. Pena que descobri isso tarde de mais.
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amoredor
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#2 em poesia Eu estive pensando sobre como o amor é sentido pelas pessoas. Recentemente, vi meu coração ser quebrado e machucado por eu não conseguir mais estar em uma relação que não considerava saudável. E tudo isso me fez pensar no propósito do amor. Será que as pessoas compreendem a dimensão disso tudo? Será que todo amor é sentido, vivenciado e superado da mesma maneira? Eu quero acreditar que conheço o amor. Quero acreditar que aquele amor leve e tranquilo será encontrado em uma manhã de sábado. Eu quero acordar ao lado de alguém e sorrir despreocupado e beijá-lo lenta e apaixonadamente. Enquanto isso não acontece, vou escrever sobre um amor cujo os dias foram contados. Cujo sentimento foi brutalmente assassinado para evitar que houvesse muito mais pedaços de mim por toda parte. Esse amor foi breve, intenso, bonito e trágico. Esse amor foi real o suficiente para estar eternizado na minha mente. Esse amor foi bravo, guerreiro e desastroso o suficiente para não ter durado mais do que 59 dias. Mas esse amor foi real e mesmo que por pouco tempo, meu. Talvez um dia eu escreva sobre um amor verdadeiro; daqueles que você sabe que não vai a lugar nenhum. Um amor que brilhe como a luz do sol e você sabe que não há como se queimar. Talvez um dia eu escreva sobre um amor que não precise ser contabilizado ou taxado como próximo do fim. Talvez eu encontre alguém algum dia. Talvez eu tenha esse tipo de felicidade algum dia. Mas agora eu preciso encontrar a mim mesmo no meio de uma despedida. Tentar recomeçar quando foi você mesmo quem decidiu partir.

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