Este singelo trabalho é um recado de meu coração para o seu, mamãe.
É fruto de minha transformação própria, no campo materno. É um transbordar de amor, que conheci no ato de ser mãe, no amplo contexto e no não abrir mão do maternar, dia após dia, sendo esse maternar, para mim, sinônimo de olhar nos olhos da criança, bem como nos de si própria.
São prosas poétias. Uma modo de expressão que a vida me ofertou, para que eu pudesse fazer nascer e organizar reflexões a respeito de nossa realidade materna, confrontando a demanda que nos faz parar e nossos ritmos internos frenéticos.
E a verdade, é que pouca coisa nessa vida tem o poder de nos parar para contemplarmos um pôr do sol, por exemplo, de nos tirar da distração do ' tentar dar conta de tudo', e: "Mamãe, olhe pra mim!". Fala de meu filho, citada em uma poesia deste trabalho.
Em "Está aqui, bem aqui", retirado de uma outra poesia, comprovei: meu filho foi o maior professor de presença que já pude ter! Para mim e para quem se pôs a percebê-lo e a não ignorá-lo, pelo simples fato de ser uma criança, para quem se deixou levar mais pelo coração, um espaço, muitas vezes, estranho, e notou sua presença, sua fala, suas necessidades, onde se tornava mais servidor do que, propriamente, receptor!
E tenho um segredo para lhe contar, mamãe: toda criança tem esse poder! Sim, você precisa treinar seus olhos e seu sentir para perceber isso!
E mais outra curiosidade, que pode parecer estranha, mas, tornou-se verdade para mim: dentro do serviço de amor que você derrama em sua criança, incluindo sacrifícios possíveis, boa vontade, respeito e empatia, você encontra alento e saídas para o próprio caminho!
As palavras deste livro são para mim também, ao mesmo tempo que são a maneira como enxergo e busco viver a maternidade, bem como, são um abraço apertado em cada mãe que transitar por ele.
Que ele possa lançar mais clareza sobre o seu próprio caminho e desafios como mãe.
Cartas de um amor desconhecido: todas as vezes que escrevi para o amor
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Escrevi cartas quando não havia mais ninguém para ouvir. Escrevi porque doía demais guardar tudo só pra mim. Escrevi para o amor que partiu, para o que não chegou, para o que nunca existiu de verdade... e, acima de tudo, escrevi para o amor que um dia fui capaz de sentir - mesmo quando não havia retorno. O amor que, no fim de tudo, sempre esteve em mim.
Entre páginas não lidas e amores não correspondidos, nasce um livro feito de confissões, saudades e silêncios. Cartas de um amor desconhecido: todas as vezes que escrevi para o amor, reúne cartas reais escritas por alguém que amou com toda a alma, mesmo quando o outro já não estava mais lá. Não são cartas para serem respondidas - são desabafos de quem sobreviveu à ausência e transformou a dor em palavra.
Se você já amou alguém ao ponto de se perder, talvez se reconheça aqui. E, se ainda não se encontrou, talvez essas cartas possam te guiar de volta porque, às vezes, a gente só precisa escrever para continuar existindo.