The Narcissistic Player

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Nov 2, 2021
- "Eu imagino tudo perfeitamente. Eu vejo isso acontecendo. Uma música clássica tocando, nossos corpos colados deslizando pelo grande salão mal iluminado. Você em um lindo terno branco, está sorrindo, você está feliz. Mas então eu olho para baixo e vejo nossos calçados sujos de sangue, dançamos em meio a poças e mais poças de sangue. Seu terno, antes branco, agora está sujo de vermelho. Em meio a música e a todas aquelas cores que rondam em minha visão se misturando com o vermelho, há uma arma apontada para minha cabeça e uma faca em seu pescoço. Agora tudo fica silencioso, ouço apenas nossos passos pegajosos ecoarem pelo salão. Continuamos a dançar e você continua sorrindo. Mas em nenhum momento abaixamos nossas armas. Eu imagino, e acho tudo isso perfeito." - "E o que, nisso tudo, te dá medo?" - "O fato disso poder ser apenas outra alucinação. É isso que me assusta, meu pequeno pipe dream, é apenas isso."
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Eu só queria um emprego. Um salário no fim do mês, uns trocados pra ajudar em casa e manter as contas no azul. Mas aí eu fui demitido. Por causa de um cara mimado de terno caro, que apareceu na loja fingindo ser só mais um cliente qualquer! E que, adivinha? Era o maldito dono da porra toda. Achei que era o fim. Mas então a irmã dele apareceu com uma proposta estranha: trabalhar de assistente pessoal desse mesmo cara. Não fazia o menor sentido... até eu perceber que ela estava chantageando o próprio irmão com um segredo que ninguém podia saber. E eu? Entrei de gaiato. No começo, tudo parecia um jogo de poder. Ele mandava, eu respondia com sarcasmo. Ele provocava, eu revidava. Mas quanto mais o tempo passava, mais as provocações davam lugar a algo que nem eu, nem ele, estávamos preparados pra sentir. O problema é que, mesmo quando o sentimento aparece, ele vem cercado de segredos, manipulações e escolhas difíceis. E se tem uma coisa que eu aprendi nessa história, é que amar alguém como o Nathan não vem com garantias. Vem com caos, silêncio e um medo danado de se entregar. É sempre um amor sob protesto.

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