Cartas De Um Quase Suicida

Cartas De Um Quase Suicida

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WpMetadataReadMatureComplete Wed, Mar 6, 2024
Todas as vezes que escrevo uma carta é porque alguma coisa ruim aconteceu. Mas eu escondo coisas. Escondo os detalhes. Resumo 2 meses à algumas palavras. Isso está errado? Eu estou cansado. Muitas vezes cansei da vida, mas continuo por aqui. Acho que uma hora as coisas vão começar a melhorar. Sinto falta dos anos 80, onde a música ainda era muito boa, pessoas revoltadas saíam às ruas, as pessoas mandavam cartas, sentimentos não eram exatamente escondidos, segredos guardados. É uma pena que eu ainda não estava vivo. Nasci tarde demais para ser cantor, e sou jovem demais para ser filósofo. O que me resta é a poesia, mas mesmo ela me deixou de lado. Acho que estou perdido. Sinto muito que esteja lendo minhas tristes cartas. Mas também agradeço. Sinceramente, ninguém lê. Pode me dizer porque está fazendo isso depois? Obrigado. De verdade. (Prugger).
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Escrevi cartas quando não havia mais ninguém para ouvir. Escrevi porque doía demais guardar tudo só pra mim. Escrevi para o amor que partiu, para o que não chegou, para o que nunca existiu de verdade... e, acima de tudo, escrevi para o amor que um dia fui capaz de sentir - mesmo quando não havia retorno. O amor que, no fim de tudo, sempre esteve em mim. Entre páginas não lidas e amores não correspondidos, nasce um livro feito de confissões, saudades e silêncios. Cartas de um amor desconhecido: todas as vezes que escrevi para o amor, reúne cartas reais escritas por alguém que amou com toda a alma, mesmo quando o outro já não estava mais lá. Não são cartas para serem respondidas - são desabafos de quem sobreviveu à ausência e transformou a dor em palavra. Se você já amou alguém ao ponto de se perder, talvez se reconheça aqui. E, se ainda não se encontrou, talvez essas cartas possam te guiar de volta porque, às vezes, a gente só precisa escrever para continuar existindo.

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