Quando a dor do mundo real se transforma no fardo de um destino escrito por mãos alheias, o que resta de você? Esther sempre se sentiu deslocada no mundo real. Desde a infância marcada por perdas, solidão e negligência, ela aprendeu a sobreviver em silêncio ─ uma alma sensível escondida atrás de livros e sonhos impossíveis. Entre turnos exaustivos em um trabalho que mal pagava suas contas e noites insônes lutando contra crises de ansiedade e depressão, seu único refúgio era a literatura. E entre todas as histórias que conhecia, uma em especial pulsava em seu peito: A Corte de Espinhos e Rosas. Era nas páginas desse universo mágico que ela encontrava alívio. Um mundo onde a dor se transformava em propósito, onde até os mais feridos tinham chance de lutar ─ ou amar. Esther não acreditava que a vida oferecesse redenções assim... até o dia em que a sua chegou ao fim. Após uma morte solitária e silenciosa, ela desperta num corpo que não é o seu, cercada por feéricos e magia, diante de um espelho que reflete o rosto de Amarantha ─ a temida vilã da saga. Um ser cruel, manipulador, símbolo de tirania. A antítese de quem Esther foi. Ou teria sido? Com as memórias intactas de sua vida passada e o conhecimento da história original, ela se vê obrigada a viver como alguém que o mundo odeia ─ alguém que, no fundo, ela mesma desprezava. Mas o que acontece quando uma alma ferida é colocada no corpo de um monstro? E se o monstro também tiver suas próprias cicatrizes? Dividida entre o peso do passado e o fardo do novo destino, Esther precisa decidir: se render ao papel que lhe foi dado ou desafiar o próprio tecido da narrativa para escrever uma nova versão de si ─ e talvez, da vilã que agora habita. Porque talvez... toda vilã tenha sido, um dia, apenas uma garota que ninguém salvou. ☪ Iniciado: 28/O4/2O25 Fase: Em andamento.
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