Antes mesmo de aprender a andar, Park Ji Jiyeon já entendia como o mundo a via. Cresceu sob holofotes e expectativas, entre jantares ensaiados e sorrisos que seguiam um roteiro. Era o rosto impecável de um dos maiores conglomerados da Coreia do Sul - fluente em três idiomas, treinada para nunca deixar escapar o que realmente sentia. Jiyeon era a filha perfeita. Pelo menos, era o que todos achavam. Porque por trás daquela imagem milimetricamente construída, não havia apenas uma garota. Havia três. E nenhuma delas pretendia ficar em silêncio. Jiyeon número um? Aprendeu cedo a engolir o que incomoda. Finge que não ouviu, que não viu, que não sentiu. Ela é boa nisso - empurrar tudo pra um canto e seguir como se nada tivesse acontecido. Mesmo sabendo que, um dia, tudo volta. Jiyeon número dois? É prática. Observa em silêncio, entende rápido, responde do jeito certo - mesmo quando não sente nada. E quando decide que acabou, corta pessoas da vida como quem apararia as pontas do cabelo no espelho. Jiyeon número três? Ah, essa não pensa. Age. Diz o que não devia, faz o que não pode, e ri justamente quando o clima desaba. Só se sente viva quando alguma coisa - ou alguém - está pronto pra desmoronar. E os três garotos? Eles são o fósforo. Cada um à sua maneira. Cada um com o próprio jeito de acender o pavio. O primeiro fez o mundo dela parar. O segundo fez ela duvidar das próprias regras. E o terceiro... viu demais. E quando você acende os três ao mesmo tempo? Não tem volta. Neste thriller psicológico, a questão não é quem Jiyeon é - É o que acontece quando todas as suas versões resolvem aparecer ao mesmo tempo.
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