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Estrela Perdida

Estrela Perdida

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WpMetadataNoticeLast published Thu, Mar 10, 2022
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Non-Fiction
Algumas vezes Helena queria poder pressionar a mão em seu peito até que pudesse atravessar as camadas de pele e músculo e conseguisse tocar seu coração. Iria pegá-lo com delicadeza e retirar dali seu âmago, a sua essência, o que era. Esse núcleo invisível vibraria em suas mãos, seria tão fresco e leve quanto o vento que avisa sobre a chuva que está por vir. Dançaria com ele pelos seus dedos enquanto sentiria um vazio no peito, porém não de um jeito mórbido; seria como estar no controle do seu universo particular e segurá-lo na palma da mão. - Confesse. - O quê? - De quê tens medo? Helena olhou para o chão e, relutante, disse: - De viver.
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No palco iluminado do Grande Fratello, entre câmeras que nunca dormem e olhares que julgam em silêncio, nasceu um sentimento inesperado - intenso, puro, impossível de esconder. Zeudi, segura de quem é, encontrou em Helena um reflexo de algo que nem ela sabia que buscava. Helena, em meio às próprias incertezas, viu nos olhos de Zeudi um lugar onde podia, pela primeira vez, simplesmente ser. Mas o amor, ali, precisava se esconder. Trocar carinhos disfarçados, beijos furtivos, palavras ditas nos vãos do jogo. E quando Helena partiu, o coração ficou em pedaços - esperando, talvez, por uma segunda chance. Ela voltou, decidida a amar, a finalmente se entregar. Mas o que encontrou foi um cenário distorcido por roteiros forçados e alianças construídas para a audiência. Zeudi, antes só dela, agora sorria para outro. Javier, aquele que sempre cruzou limites, agora era parte de uma narrativa imposta. Confusa, magoada, Helena tenta entender: o que foi real? Por que, mesmo com palavras que diziam "é você", os gestos pareciam dizer "esqueça"? Em meio ao caos do jogo e da própria identidade, Helena precisa descobrir se ainda há espaço para o amor - e se vale a pena lutar por ele, quando até sentir parece um ato de resistência.

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