Dilemas de uma Morte

Dilemas de uma Morte

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WpMetadataNoticeLast published Fri, Dec 10, 2021
Era em uma conturbada madrugada de outubro que os primeiros sons inumanos fizeram-se ouvir naquele canto da rua, onde habitavam duas senhoras gêmeas, já não mais tão idênticas quanto sempre foram. Naquela noite tempestuosa, a vizinhança inteira pôde escutar barulhos lancinantes de gritos transmitindo ódio e dor, como se um órgão estivesse sendo arrancado à força do corpo de alguém completamente consciente, causando arrepios de medo a quem notasse. Porém, ninguém podia esperar que os acontecimentos assustadores daquela madrugada começasse a se repetir noite após noite. Os gritos já não eram tão monstruosos e metálicos como os daquele dia, eram totalmente humanos e sofridos, como se houvesse uma tortura física brutal em algum lugar ali. E, entre gritos dolorosos de uma senhora presa à sua própria maldição, barulhos de correntes sendo puxadas de forma desesperada e miados monstruosos de gatos possuídos pelo mal, a vizinhança jamais fora a mesma.
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Ayla estava cansada. Cansada dos dias que vinham, um após o outro, arrastando-se como sombras longas demais. Cansada do barulho do relógio, sempre constante, sempre lembrando que o tempo passava - para todos, menos para ela. Das pessoas que caminhavam apressadas, amontoadas, indo para algum lugar... De como seus pais sempre decidiam recomeçar em cidades diferentes, como se fosse possível fugir do passado. De nunca poder se apegar a nada, a ninguém, como uma pessoa normal. De carregar nos ombros o fardo do tempo - da certeza amarga de que todos virariam pó diante de seus olhos. Ela estava cansada de ser uma vampira. Então, um certo dia... seu mundo parou. Houve silêncio. Depois, riso. Depois, ela. Ayla se viu feliz. Ansiosa. Por mais um dia. Por mais um minuto. Pelo barulho das conversas no corredor, pelo vento bagunçando os cabelos, pelo som da voz dela. Pelo jeito como Aimée falava seu nome como se fosse importante. Por aquela ilusão - doce e cruel - de que aquele momento nunca terminaria. _____________________________________________ Obra Original. Plágio é crime!

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