Destinos Entrelaçados

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WpMetadataNoticeLast published Thu, Dec 9, 2021
Nem da para acreditar que tudo se iniciou com uma simples doença. Desde muito nova, eu cresci junto ao meu irmão gêmeo em uma pequena fazenda. Nessa fazenda éramos criados desde pequenos e quase ninguém gostava de nos, afinal éramos gêmeos que tinham aparecido do nada. Muitos falavam que nos éramos do mal, por que havia histórias sobre o lugar ao qual fomos encontrados e acredito que so fomos mantidos naquela fazenda, por que lá era uma espécie de orfanato. Apesar de não gostarem de nos, eu acredito que eles manteriam a gente lá por anos, afinal sabemos muito bem fazer os nossos trabalhos. Porém, como meu irmão sempre diz, coisas inesperadas acontecem em nossas vidas e nos mudam por completo. Em um minuto eu era uma garota cheia de vida e que apesar de ter somente o meu irmão era feliz e no outro minuto eu era uma garota doente que causara a expulsão minha e do meu irmão, do único lugar que um dia tivemos como casa. Agora estamos em um novo mundo para nos e longe do lugar que crescemos. O pior de tudo e que com uma simples doença, nossos mundos desmoronaram, fomos expulsos e ao vir para a cidade grande, nos não tinham lugar para ficamos e nem como cuidar da minha saúde. Dói saber, que por minha culpa não temos mais onde ficar.
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E ele se foi, desaparecendo entre tantas pessoas. Eu fiquei ali, sozinha sem ele para secar as lágrimas que insistiam em rolar, eu apertava as mãos da minha mãe, pedindo ajuda porque eu nunca havia sentido tanta dor, nem quando o meu peixinho favorito morreu, ou quando não dormi com meu cobertor favorito, e muito menos quando perdi meu ursinho de pelúcia favorito; nem injeção que doía tanto em mim, doeu tanto quanto aquele momento, porque não havia nada que eu pudesse fazer. Fiquei tentando controlar as frias e salgadas lágrimas que caiam dos meus olhos. Não fiz pirraça, só fiquei em estado de inércia pedindo por pensamentos que ele voltasse. Mas, não voltou. Ele nunca voltou. Os segundos foram passando e minha mãe me levou para a casa. Era tudo diferente naquele segundo. Era uma dor consumidora e desgastadora. Eu achava que o teria para a sempre, mas o nosso para sempre só existiu dentro de todos aqueles momentos infinitos que passamos juntos. Essa é a carta 225 de uma menina de 11 anos, e infelizmente é a unica que ele não vai ter, e é a única que eu nunca mais me esquecerei até essa dor ir embora, e se um dia for. Sou muito jovem e minha mãe me disse isso. Eu chorei semanas. Talvez um dia o tempo passe, a semana acabe e eu o terei de volta ou nunca mais. Mas que um coração partido dói, dói e sobre isso sou incapaz de negar.

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