Infantil sim, utópico não

Infantil sim, utópico não

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WpMetadataReadComplete Sat, Jan 15, 2022
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Fiction
Romance
Joseph e Emma são amigos de infância, ou talvez um pouco mais que isso, entretanto, uma mudança de cenário os separou há anos sobrando a eles somente o desejo de encontrarem-se novamente. Assim, um encontro marcado no antigo pomar os reúne, tornando o fim do dia um momento para rememorar costumes e reviver os mais singelos e calorosos sentimentos. Será mesmo que uma paixão infantil, salpicada de inocência e saudade, pode tornar-se a fórmula perfeita para um romance real? Talvez a última página vos responda isso.
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Os contos românticos, com os quais nos deparamos em leituras desprentensiosas na nossa meninice, antes mesmo de nos graduarmos nas lições sobre relacionamentos, têm tipicamente dois personagens centrais, a vilania incrementando os impasses, um enredo fantástico e um destino que se encerra previamente satisfatório. Vale lembrar que, se possível, há uma boa fada que eleva o patamar de ser uma história encantada, trazendo ao pensamento infantil a beleza do final feliz, antes de se aconchegar em seu travesseiro, fechar os olhos e levar um beijo na têmpora de quem leu o livro colorido. Fora da literalmente protegida por capa, a vida limita -infelizmente- parte da fantasia, substituindo a fada por uma quimera, com suas heterogeneidades e incongruências. Não tão diferente do conto encantado, algumas situações incluem os vilões e, circunstancialmente, podendo ser os próprios protagonistas. Se podemos ser nossos próprios vilões e amargamos diante das nossas amarescentes escolhas, seremos também os culpados de não unirmos o felizes com o para sempre?

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