Não há certezas

Não há certezas

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Jan 6, 2015
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Fiction
Romance
Por vezes na vida, temos a sensação de termos certezas absolutas sobre coisas que achamos que ninguém pode saber mais que nós. Por vezes são certezas que não são nossas, mas daquilo em que nos tornamos como reflexo das mágoas vividas. São certezas que não são filhas da razão, mas filhas de emoções acumuladas nas desmemórias do pensamento. Filhas de medos, de feridas, de lutos perturbadores camuflados no abismo que somos! Então, fugimos dos caminhos que nos pertencem e tornamo-nos arrogantes com o mundo e conosco. E fugimos da verdade, invocando certezas que não são certezas nenhumas... Benvindo Leal, diretor de uma editora de livros e pessoa saudável, bem colocada a nível financeiro, vive a mágoa de uma relação falhada com a sua ex-mulher e das consequências do respectivo divórcio, e baseia-se na sua experiência e em outras que conhece, para invocar a certeza de que as relações homem/mulher estão sempre destinadas ao fracasso e à infelicidade. Será que as suas certezas vão ser colocadas em causa? Acompanhe Não há Certezas para descobrir.
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Os contos românticos, com os quais nos deparamos em leituras desprentensiosas na nossa meninice, antes mesmo de nos graduarmos nas lições sobre relacionamentos, têm tipicamente dois personagens centrais, a vilania incrementando os impasses, um enredo fantástico e um destino que se encerra previamente satisfatório. Vale lembrar que, se possível, há uma boa fada que eleva o patamar de ser uma história encantada, trazendo ao pensamento infantil a beleza do final feliz, antes de se aconchegar em seu travesseiro, fechar os olhos e levar um beijo na têmpora de quem leu o livro colorido. Fora da literalmente protegida por capa, a vida limita -infelizmente- parte da fantasia, substituindo a fada por uma quimera, com suas heterogeneidades e incongruências. Não tão diferente do conto encantado, algumas situações incluem os vilões e, circunstancialmente, podendo ser os próprios protagonistas. Se podemos ser nossos próprios vilões e amargamos diante das nossas amarescentes escolhas, seremos também os culpados de não unirmos o felizes com o para sempre?

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