Sobre a delicadeza do destino

Sobre a delicadeza do destino

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WpMetadataNoticeLast published Sat, Jun 30, 2018
Sobre a delicadeza do destino o que posso dizer? Duas coisas. Como assim? Vamos em frente... Por traz da leveza do pensamento em um futuro organizado com peças de um passado predefinido eu inicio descrevendo o meu destino. O destino é meu, alguém me deu e não pode tomar de volta. Por destinado entende-se aquele que viverá o que alguém previamente decidiu ou impôs. Essa decisão nem sempre é satisfatória em relação a uma boa vida para o destinado. A satisfação vem de um hábito intencionalmente imposto por outrem bem ou mal intencionado. Esse outrem sempre carrega uma moeda no bolso. Ele não quer saber de nada, apenas lança a moeda. Ficar ou estar feliz é uma etapa no jogo que o destino nos coloca. Gostando ou não somos obrigados a participar desse jogo. Ser feliz infelizmente é uma questão de sorte. A parte boa de tudo isso é que como na maioria dos jogos, alguém sai ganhando e outro sai perdendo, ou seja, tem um fim em si mesmo que vai depender da sorte. Na sutileza da vida tudo aquilo que não acaba, nos traz angústia. Em tudo é valioso seu fim. Na delicadeza do destino a sorte não participa. Isso porque ela não tem predestinador. O caminho e rumo da sorte é muito diferente do caminho e rumo do destino. Aquele que vence sempre é o que tem um destino traçado. O que perde a sorte tomou conta. No final de tudo isso é o lançamento de uma moeda que vai dizer se sairemos vitoriosos ou não desse jogo inevitável. E esse é um jogo de azar? Não, não é um jogo de azar! Isso porque quem vai pegar nas nossas mãos ou será a sorte ou o destino em chances iguais. Sabe o que é delicado? Saber se o destino estará do nosso lado, pois contar com a sorte ninguém merece tamanha grosseria. É por isso que eu torço pra ser predestinado.
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Sempre me intriguei com uma pergunta: por que queremos tanto algo e quando finalmente conseguimos, parece que aquilo perde o brilho? É como se o desejo fosse uma chama viva e intensa, que nos impulsiona, mas que se apaga no exato instante em que sentimos a posse. Já reparou nisso? É um ciclo silencioso, quase cruel. A gente anseia, idealiza, sonha, corre atrás... e no fim muitas vezes sobra só um gosto morno na boca. Aquele objeto tão desejado vira mais um na estante. A pessoa que parecia inacessível vira rotina. A meta que nos fazia vibrar se torna apenas mais uma linha riscada. É um paradoxo que me acompanha há tempos assim como cada um de vocês caros leitores - o desejo como motor da vida e ao mesmo tempo como fonte de frustração. Não desejo no sentido puramente sexual ou material, mas desejo como força existencial. Queremos muitas coisas o tempo todo: O sucesso, reconhecimento, queremos amor, e também novidade. Nós queremos ter, mas não fomos ensinados a permanecer e sustentar o valor daquilo que temos - A manter vivo o encanto. A verdade é que estamos presos em uma busca constante, uma espécie de fome que não se sacia nunca. Quando conseguimos o que queremos, surge um novo desejo logo em seguida. Às vezes nem damos tempo para aproveitar o que conquistamos e já estamos pensando no próximo passo, na próxima experiência, no próximo objeto. E isso cansa e nos esvazia. Parece que estamos sempre no quase: quase felizes, quase completos, quase satisfeitos. É uma insatisfação crônica, disfarçada de ambição ou de "gostar de desafios". Mas no fundo, é só o medo de parar e encarar o que realmente nos falta. Foi por isso que decidi escrever este livro. Não para dar respostas prontas, mas para levantar as perguntas certas. Se você já sentiu o vazio depois da conquista, se já se perguntou por que aquela coisa que parecia essencial agora só ocupa espaço, ou se tem se cansado dessa pressa por sempre ter mais, então este livro é pra

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