Corte de Sonhos e Estrelas- Azriel

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Mar 21, 2022
E com somente uma espada em minha mão, avancei sob Amarantha que me jogou com um impulso de poder em direção a Rhysand. Não desisti e quando Amarantha virou as costas, o rosto em direção a minha irmã que agora estava caida e machucada no chão, me levanto em um impulso, deixando dessa vez a espada no chão e correndo pelo salão ensanguentado. - Humanas imundas - gritou Amarantha ao ouvir meus passos - Acharam mesmo que uma fraca humana seria digna de um grão-senhor ? Uma pergunta que não houve resposta, ela sabia que não haveria e em questão de segundos eu estava ajoelhada ao lado de Feyre, pedindo a mãe e ao caldeirão que não me tirassem minha irmã. Mais uma vez o cheiro de magia, junto de um impacto que me lançou para longe de Feyre, que agora continha os olhos fechados, a respiração fraca. E então, em seus ultimos momentos Feyre sussurou, diante de todos, com os lábios cobertos de sangue. - Amor, a resposta ao enigma... é amor - Os olhos de todos se arregalaram, antes de ouvirmos ossos se quebrando, sem fim. Gritei, um grito não da dor pela perda, mas de ódio e, pela segunda vez me levantei, os olhos fervilhando em raiva, rancor, ódio e bem ao fundo tristeza, seguindo em direção a embaixadora de Hybern sem medo. O rosto de Amarantha continuava sem expressão, lagrimas brilhavam no olho bom de Lucien, que havia tirado a bela máscara de raposa e Tamlin estava olhando para o corpo morto de minha irmã, o rosto dele se tornou algo lupino quando o olhar foi direcionado para Amarantha e então, braços me envolveram e senti Rhysand me puxando para longe dos dois e em questão de segundos, eu apenas ouvi o silêncio, respirações ofegantes e o leve som de meus soluços. Outro abraço, vindo de Lucien que fez questão de tapar meus olhos diante do caos naquele local, eu ouvia apenas a conversa dos grãos senhores e, quando pude abrir os olhos, vi Feyre deitada, minha irmã, porém com a aparência de uma Grã-Feerica, o choque tomou conta de
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"Uma estrela desapareceu do céu naquela noite." - Um ciclo se fecha quando o céu e a noite se tocarem. O herdeiro da Sombra e a filha da Luz Antiga caminharão separados, mas ligados. Sonharão juntos. E, se o mundo permitir... serão um. Helion fechou os olhos por um instante. A imagem do filho de Rhysand - o menino de olhos violeta recém-nascido nas terras do norte - passou por sua mente como um sopro. Ele sempre fora sensível à magia dos outros Grão-Senhores, e algo nele havia estremecido quando a criança nascera. - Então é verdade, - ele murmurou. - Ela foi feita para ele. - Ou para destruí-lo, - disse Melyn. - O destino não é uma linha reta, Grão-Senhor. É uma tapeçaria, e fios puxam em todas as direções. A escolha será deles. O silêncio voltou a pairar. Helion se aproximou do berço. A menina suspirou, os lábios curvando-se como se sonhasse. Um brilho suave percorreu sua pele, como poeira de estrela. Ele estendeu a mão, tocando levemente os cabelos dela. - Eliryn, - disse com voz baixa. - Que sua luz nunca se apague, minha filha. Depois, virou-se para Melyn. - Esconda-a. Ninguém pode saber. Nem Tarquin. Nem Rhys. Nem os demais. Crie-a onde nem mesmo os ventos sussurram seu nome. A sacerdotisa apenas assentiu. E, enquanto Helion se afastava, uma estrela caiu no horizonte. Mas ninguém viu.

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