Era uma Vez, Sky (⚣)

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Nov 20, 2024
Eu só queria terminar o último ano do colégio com calmaria monótona de sempre. É simples, tão metódico quanto seguir uma das receitas de confeitaria passadas pela minha avó: um passo de cada vez, certificar-me de pôr as medidas certas, nem um grão de açúcar a mais, nem uma pitada de farinha a menos. Então, qual seria a proporção adequada para incluir um delinquente totalmente sem noção? É, eu também não faço ideia... É como se eu tivesse que preparar uma sobremesa com especiarias excêntricas que desajustam cada batida em meu peito, com inúmeros ingredientes insanos que têm como único objetivo me tirar do sério e, ainda por cima, adicionar um maldito aroma que chacoalha todas as células de prudência do meu organismo. Com a mistura pronta ─ mais especificamente arremessada de uma janela na minha vida ─, apenas alguns minutos no forno são suficientes para que eu perceba que tudo isso resulta na minha sensatez estilhaçada em uma infinidade de fragmentos confusos, espalhados pelo chão, levados pelo vento, e até em uma órbita sem rumo pelo espaço. Sim, eu estou ficando louco. Tão enlouquecido quanto aquele idiota. Mas, o pior de tudo, é que eu nunca me senti tão... vivo.
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O passado tem uma forma cruel de nos encontrar, mesmo quando passamos anos fugindo dele. Maya sempre acreditou que poderia seguir em frente. Construiu uma vida distante, ergueu paredes ao redor do coração e convenceu-se de que algumas histórias precisam ficar enterradas. Contudo bastou um instante, uma imagem roubada do tempo, para que tudo desmoronasse: Chloe vestida de noiva. O sorriso em seus lábios era perfeito. Mas os olhos, Deus, os olhos... azuis como o oceano, cheios de promessas não cumpridas, carregavam um silêncio que só Maya poderia entender. O que teria acontecido se tivesse ficado? Se tivesse escolhido o amor ao invés do medo? Se não tivesse destruído o único lugar onde já se sentiu em casa? Agora, dez anos depois, Maya retorna à Austrália, ao mar que um dia a libertou e à cidade que guarda os destroços de quem um dia foi. Mas Chloe não é mais a mesma garota que costumava correr pela praia de Gold Coast, e o tempo, esse cruel escultor do destino, não tem piedade de corações que hesitam. Entre memórias salgadas e verdades sufocadas, Maya precisará encarar as ondas do passado e responder à pergunta que a assombra desde o dia em que partiu: Será que ainda há tempo para reescrever uma história que nunca terminou?

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