Na China de 1973, sob um regime autoritário sustentado por leis rígidas e cruéis, existir é um ato de grande resistência para ômegas machos. Desde o nascimento, eles aprendem que sua presença é tolerada apenas à margem da sociedade: são desprezados, silenciados e tratados como aberrações por sentirem, instintivamente, desejo por homens alfas lúpus - um impulso natural que o governo classifica como sujo, repugnante, criminoso e digno de punição extrema. O governo chinês defende, com mão de ferro, a ideia de que o único vínculo legítimo é aquele entre um alfa e uma ômega fêmea, considerado o pilar moral de uma nação "íntegra". Qualquer outra forma de afeto é vista como desvio, afronta às boas tradições e ameaça à ordem social. Elas devem ser apagadas, negadas e punidas com a morte. Um mundo onde amar, em terras chinesas, é assinar a própria sentença. Mas é nesse mundo que duas vidas, inevitavelmente, colidem. Em meio a um chamado, nasce um gesto inesperado de bondade, fazendo com que o ômega se sinta visto pela primeira vez na vida. Porém, o que deveria ser apenas um chamado rotineiro para Lan Zhan transforma-se, aos poucos, com a convivência, em algo perigoso. O alfa se vê perdido, tomado por um sentimento que desafia tudo o que lhe foi ensinado como certo e íntegro durante toda a sua vida. Dentro dele, forma-se uma ligação de lobos intensa, visceral e irreversível - um amor proibido que desafia leis, instintos e a própria noção de sobrevivência. Um amor que os condena. Mas que criou raízes dentro de suas almas sem que eles jamais conseguisse controlar.
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