Três anos após a guerra entre o povo Metkayina e a RDA, a paz finalmente começava a se firmar nos recifes. Ronal, agora com seu filho caçula já nascido e fortalecida em seu papel como tsahìk, decidiu retomar uma antiga tradição de seu povo: a passagem de Aonung da adolescência para a vida adulta. Prestes a completar dezenove anos, o jovem Metkayina seria submetido aos ritos que marcavam oficialmente sua entrada na maturidade.
Como manda a tradição, os membros da família materna deveriam passar um mês vivendo junto à família do jovem, compartilhando ensinamentos, histórias e laços espirituais antes da cerimônia final. Para Ronal, esse período era tão importante quanto o próprio rito, pois reforçava a união entre os clãs e a herança de sangue que atravessava gerações.
Antes mesmo da chegada dos demais parentes, Kumo - o primo mais novo de Aonung por parte de mãe - foi enviado ao recife da tia. Sua estadia antecipada tinha um propósito especial: permitir que ele conhecesse melhor o modo de vida dos Metkayina, criasse vínculos mais profundos com o primo e vivenciasse, pela primeira vez, a convivência intensa com o lado materno de sua família.
All Rights Reserved