A fúria e o gelo

A fúria e o gelo

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WpMetadataNoticeLast published Sun, Jan 8, 2023
NÃO (NÃO NÃO NÃO ) NÃO É FANFIC DE ACOTAR ⚠️ Repetindo pra deixar bem claro: isso daqui não é FANFIC de acotar e nem de nenhuma outra saga. GATILHOS: alcoolismo, pensamentos depressivos, agressão física e verbal, tortura, palavrões, desprezo, luto, cenas explícitas de sexo. ❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️❄️ Elseia é uma cidade onde nada muda, nada acontece e nada brilha, com exceção do gelo cristalino que cobre os riachos durante metade do ano. Eu morei ali durante dezenove anos e as pessoas continuavam com as mesmas roupas, carrancas e defeitos; o alimento continuava com o mesmo gosto embolorado; a água continuava com o mesmo gosto de limo. As noites sempre eram acompanhadas pelo assobio do vento entre as árvores. E os dias eram diabolicamente cinzentos. Nada mudava, nada acontecia e nada brilhava. A única coisa que me interessava no vilarejo era a lenda dos Cavaleiros de Gelo. Os Cavaleiros cavalgavam nas correntes de vento, sendo soprados por toda a cidade, velozes, ágeis e imparáveis. Eram invisíveis, mas a lenda dizia que toda vez que um redemoinho de neve se formava era porque um cavaleiro havia passado por ali. Eles possuíam um arco munido com flechas de gelo, que, se acertassem a mente de um humano, congelavam seus sentimentos para sempre, e se atingissem o coração, congelavam seu corpo de dentro para fora em poucas horas. A aia que cuidava de mim quando eu era criança contava essa história para nos assustar e fazer com que nunca saíssemos de casa sem um adulto junto. Conforme eu crescia, os Cavaleiros paravam de ser um medo e se tornavam quase que uma expectativa, embora eu não acreditasse que fossem mais do que uma lenda. Até o dia em que um deles me acertou.
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"- Você me quer lá... Apoio minha mão esquerda no colchão e a outra proximo ao seu rosto, desta vez sou eu que estou no comando. Seus olhos me queimam de um jeito bom, o frio se derretendo aos poucos. - Não sei porque, mas também quero estar lá... com você. - Passo meu dedo na sua bochecha carinhosamente, ela olha para o movimento e depois se perde em meu rosto novamente." 🫀 Um romance entre a amizade que se transformou em ódio. Faith sabia muito bem o que estava fazendo, cada palavra dita foi memorizada e ensaiada para ao menos gaguejar, era pequena, mas de infantilidade ou imaturidade não tinha nada. Parecia ter nascido em um corpo de criança quando sua mente era quase de uma adulta, uma fria, quieta, sozinha. Daquela vez foi tão explosiva, mas não se arrependia, o queria longe o suficiente para nunca mais ouvir sua voz ou sentí-lo novamente. Queria o deixar ir, mesmo que isso a machucasse em um lugar desconhecido de si. Queria que ele fosse feliz, que a deixasse, e sabendo que nunca aconteceria, o fez por ele. Porque ela sabia não ser suficiente para nada e nem ninguém, era muito quebrada para isso, deduziu isso após ser tão observadora com as crianças que tinham sua mesma idade. Ela não tinha nada igual a elas, fazia coisas que duvidava que teriam coragem, e não sabia se deveria se sentir arrependida, pois não sentia um remorso ou a sensação do errado. Era tão fria e gélida, desde que se entendia por gente que nunca pensou no que era a sensação do quente.

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