Quem sabe um dia...

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WpMetadataNoticeÚltima publicación mié, mar 7, 2018
"Um dia a mais, ou talvez um a menos. Não tenho certeza, a muito tempo já não sei mais o que é ter certeza! Tive aqueles pesadelos a noite, aqueles mesmos que não me deixam esquecer o que aconteceu aquela noite, como se eu precisasse dos meus sonhos para me lembrar. Tolo! Totalmente tolo! Dessa vez foi diferente, havia alguém lá comigo, não sei, um vulto, talvez um homem, ou talvez tenha sido minha imaginação me pregando mais uma peça de novo. Isso já não me importa, até porque quando precisei de verdade não havia ninguém, nem sequer um vulto! O fogo, os gritos, a dor, o sangue... Continuavam todos lá, como se fossem parte de mim, minha história talvez, até mesmo minha nova família. Quem sabe..."
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"- Você me quer lá... Apoio minha mão esquerda no colchão e a outra proximo ao seu rosto, desta vez sou eu que estou no comando. Seus olhos me queimam de um jeito bom, o frio se derretendo aos poucos. - Não sei porque, mas também quero estar lá... com você. - Passo meu dedo na sua bochecha carinhosamente, ela olha para o movimento e depois se perde em meu rosto novamente." 🫀 Um romance entre a amizade que se transformou em ódio. Faith sabia muito bem o que estava fazendo, cada palavra dita foi memorizada e ensaiada para ao menos gaguejar, era pequena, mas de infantilidade ou imaturidade não tinha nada. Parecia ter nascido em um corpo de criança quando sua mente era quase de uma adulta, uma fria, quieta, sozinha. Daquela vez foi tão explosiva, mas não se arrependia, o queria longe o suficiente para nunca mais ouvir sua voz ou sentí-lo novamente. Queria o deixar ir, mesmo que isso a machucasse em um lugar desconhecido de si. Queria que ele fosse feliz, que a deixasse, e sabendo que nunca aconteceria, o fez por ele. Porque ela sabia não ser suficiente para nada e nem ninguém, era muito quebrada para isso, deduziu isso após ser tão observadora com as crianças que tinham sua mesma idade. Ela não tinha nada igual a elas, fazia coisas que duvidava que teriam coragem, e não sabia se deveria se sentir arrependida, pois não sentia um remorso ou a sensação do errado. Era tão fria e gélida, desde que se entendia por gente que nunca pensou no que era a sensação do quente.

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