❝Alice: Como você sabe que eu sou louca?
Gato: Só pode ser. Se não, não teria vindo pra cá.❞ - Alice no país das maravilhas
Para Addie Hughes, você só vivência as coisas uma vez. pode até se repetir novamente em algum momento, mas nunca vai ser igual ao começo. Seu aniversário de vinte e três anos foi extraordinário, teve bebidas, uma balada, presente caros e tudo o que uma garota de família prestigiada poderia querer, poderia estar indo tudo bem, até certo ponto.
depois de uma noite cheia de bebedeira com seus amigos, Addie acaba aproveitando e saindo um pouco para respirar, andar e sentir o vento em seus cabelos. mesmo bêbada, ela ainda tinha consciência, mas não ao ponto de saber aonde estava pisando, e por isso, acabou fazendo ela cair em um buraco no meio da estrada que ela andava.
O problema em si, era que quando acordou, Addie não estava mais perto de sua casa, E nem na beira da estrada. Ela estava em um lugar totalmente desconhecido, sendo observada por olhos grandes e vermelhos, com orelhas pontudas, iguais um coelho. ela apenas se lembra daquela bizarra figura falar, "irei te levar ao chapeleiro", antes de apagar novamente.
Mal sabia a garota, que ela já estava reservada no momento em que completou seus vinte e três anos por Jeffrey, o chapeleiro maluco. O estranho "homem" que a queria de todas as formas, como sua boneca de porcelana, pronta a qualquer momento para uma deliciosa hora do chá.
Porém, As loucuras que Jeffrey queria fazer com ela também poderiam ser os desejos dela, afinal, são apenas os loucos que estão no país das maravilhas, não são?
E se, de repente, você tivesse a capacidade de enxergar coisas que não deveria? Não coisas exatamente, mas pessoas! Pessoas que não deveriam estar onde elas estavam no exato momento que você decidiu olhar para elas, entretanto no meu caso não são pessoas, muito menos algo parecido com aquele filme de terror em que a criança vê pessoas mortas e tem um plot incrível. No meu caso, no meu mesmíssimo caso, eu tô vendo o cara que eu meio que gosto bastante, sabe? Ah, ele também trabalha comigo e meio que tá em coma, mas isso é um detalhe a parte.
A grande verdade é que meu caminhãozinho só tá esperando um grãozinho de areia dele cair na minha calota, uma poeirinha que seja. Tô com os dois pneu tudinho arriado por aqueles olhos de cachorrinho pidão, aquele cabelinho bagunçado de quem nunca tocou num creme para pentear cabelos ondulados, por aquela mania de sabichão bilíngue de baixas capacidades sociais e memória de um elefante ancião. Completamente mortinha de... paixão...acho que falar de morte é um tópico sensível. Será que se eu falar que sobrevivo por aparelhos toda vez que ele tá perto também dá gatilho? Melhor evitar.
- Temporada 14
Publicada também na spirit e AO3: misslilitu