- Você é brilhante,como...como fogos de artifícios e música alta tocando às três da madrugada! cheira a...a liberdade! - a criança gritava animada enquanto andava pulando a minha frente,ele não parou de falar desde que passamos pelo portão,e não falou enquanto estávamos dentro dele. Me sinto triste, mesmo que ele goste de mim e fale apenas comigo, eventualmente às pessoas vão perceber o quanto ele é incrível e especial,e ele vai ter novos amigos,nesse momento eu passarei a ser apenas um momento feliz e eufórico para ele.
- Bem, Arthys,o que acha? fui bem certo? certo? - E ele saltitava como uma criança novamente, já se passaram três verões, vamos entrar no ensino médio em breve,e ele ainda não me esqueceu,ele tem amigos,fala com eles mas apenas age assim comigo, todos eles são assim, é estranho,mas por que sinto como se fosse o certo?. Perdido entre pensamentos não o vi se aproximar e pegar uma de minhas mãos.
- Arthys,sobre o que está pensando? - Ele perguntou em um quase sussurro,se aproximando devagar do meu ouvido,parecia que me contava algum segredo super importante. - Temos que ir. - Ele disse um pouco mais alto, puxando minha mão e me levando como o vento ao longo da estrada cercada de folhas secas e mata quase fechada,se comparava a quase um matagal,mas por alguma razão,era leve aqui,me sentia como estando em casa,e Hanny fazia parte dessa casa, uma parte quase constante do meu lar, isso me fez querer que ele nunca partisse. - É lua nova Arthys,vamos ver às estrelas hoje, você verá conosco mesmo que não esteja lá, então vamos sim?
Ele sempre me dizia coisas confusas assim,eu deveria ter percebido,mas acho que no fundo eu sabia,eu sentia a verdade por trás daquelas palavras,apenas acenei e o segui como se estivesse hipnotizado,fadado a segui lo até o fim da sinuosa estrada.
___________________________________________ As imagens usadas não são originalmente minhas!
Espero que aproveitem, está é minha primeira história aqui no Wattpad!
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Meu nome é S/N. Faz pouco tempo que minha vida virou de cabeça para baixo.
Meus pais decidiram se mudar para essa cidade, uma cidade estranha, cinzenta, onde o céu parece sempre nublado e as ruas são marcadas por pichações e calçadas rachadas. Tudo isso... para ficarmos mais perto do trabalho do meu pai.
Como se isso justificasse arrancar minha vida inteira pela raiz...
Eu não queria estar aqui. Na verdade, eu lutei até o último segundo para não vir, mas ninguém me ouviu.
Agora, estou nessa cidade desconhecida que, sinceramente, me dá arrepios. Não sei explicar ao certo... talvez sejam as ruas estreitas e mal iluminadas, ou as pessoas que passam apressadas, olhando sempre para baixo, como se estivessem fugindo de alguma coisa.
O pior de tudo, porém, é a escola.
Dizem que aqui... tem um garoto.
Um garoto que está sempre se metendo em brigas.
Sempre envolvido em confusões, sempre no centro de boatos que correm como veneno pelos corredores. Ninguém fala dele abertamente, mas basta prestar atenção nos cochichos:
"Aquele cara... perigoso."
"Melhor não cruzar o caminho dele."
"Ele já mandou três caras pro hospital."
Não sei quem ele é. Ainda. Mas a ideia de, a qualquer momento, esbarrar com esse garoto me deixa... desconfortável.
Como se, mesmo sem conhecê-lo, algo nele fosse inevitável.
E aqui estou eu: nova cidade, nova escola, cercada por estranhos e rumores.
Talvez essa cidade não seja só perigosa...
Talvez seja um aviso.