Ladrão
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WpMetadataReadConcluida jue, feb 12, 2015
"...ela havia ido ao quadro mas não estava de volta, continuava ao lado do gato olhando para além da janela onde ninguém podia ver o que eles viam..." Julio Cortázar Acaba de comer a refeição que lhe foi preparada e se limpa antes de sair. Sem avisar ninguém, deixa a casa com discrição tal que todos mesmo acordados não percebem sua saída. Ganhando o quintal olha para o gramado, passa sentindo o cheiro bom da grama e a presença mansa do Boder Colly dormindo na casa de madeira. Na rua olha sem interesse o transito rápido, mas vazio do fim de noite, luzes bruxuleantes e amareladas. Gosta a luz da bojuda lua cheia, se olham com prístina pureza, um olhar que em nada se alteraram desde sempre. Sente no ar o cheiro da estação, deixa o vento, outro secular, lhe acariciar um pouco, mas sempre seguindo com passos decididos.
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#19
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Limiar

"Sob a luz clara do anoitecer, quando o sol voltar a morrer e noite assim renascer, os limites do coração e da alma serão definidos pelo poder." No crepúsculo obscuro do outono, o céu fora tingido com as cores das velhas heranças e das lendas passadas, tecido pelas mãos do destino e enfeitado por um empobrecido vislumbre de esperança. Eras escritas por aqueles um dia coroados pelo poder, outrora ditadas pela glória e por um desejo a se conceder, desfazendo-se no sangue das almas perdidas e no suspiro mortal de memórias jamais esquecidas. De acordo lendas e até mesmo feridas, jaz a ordem renascida em meio ao alvorecer amaldiçoado, marcada pela queda divina e o espírito atormentado nas sombras da magia e no orgulho envenenado. Não se pode escapar do passado sabendo que um dia ele já foi o presente, tendo deixado cicatrizes que o sol nunca irá curar, e os rastros da essência daquilo que poderíamos nos tornar. Luz e escuridão; Quando essas são as únicas forças a emergir da própria alma, seria presunção acreditar em esperança? Ou talvez esse fosse o refúgio do desespero?

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