A Maldição de Pegasus

A Maldição de Pegasus

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WpMetadataNoticeLast published Sun, Dec 11, 2022
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Fiction
Romance
A brisa é valente, tão corajosa quanto Pegasus parece ser, porque ele a empurra para o destino, a sequência de sua vida, esta que é tão vaga e traiçoeira. É antiquado, ela é diferente, os que estão próximos notam isso, não por suas vestes exageradas, e sim, por ela não se importar com os olhares, com a estranheza e incomodo que causa. A atualidade é inquietante, um reflexo do que não se há como esquecer, porque o peso entorta as costas, os fios negros caem sobre o rosto sardento, e a lembrança de Magnus retorna de pouco em pouco, causando o lamento, a saudade que é incessante. O aroma é de castanhas, o típico bálsamo que não se encontra em qualquer pessoa, mas Magnus tinha, esse cheiro sendo parte de sua prisão. Aproximadamente às cinco da tarde, ele fritava as castanhas, deixando algumas escondidas para ela, as castanhas que eram destinadas somente a deformidade de suas vidas - dele não mais, nem mesmo dela.
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"Entre duas colossais montanhas negras na região extremo-sul da Ilha Macabra, havia um buraco bem fundo e sinistro, o dito Poço das Sombras. Era ali que bestas demoníacas dos mais variados tipos e raças atiraram-se no fim de suas vidas medíocres, deixando que seus corpos se decompossem até finalmente se tornarem parte daquele líquido putrefato. Mesmo a uma boa distância, já era possível sentir o fedor enlouquecedor que dali provinha. Ao aproximar-se da beirada, não esperou por nenhuma ordem, antevendo o que precisava ser feito e mergulhando de cabeça nas águas da morte. Sentiu toda aquela impureza tomar conta de seu corpo, mergulhando cada vez mais fundo. Vislumbrou vultos agoniados, escutou clamores póstumo e sentiu o sabor característico daquilo que já deixou há muito de existir. Quanto mais fundo submergia, mais alto e claro podia ouvir aquele repetitivo cântico liturgico entoado por Lilith a embalar seu espírito errante: Que a sua alma seja abraçada pelo Caos. Que a sua mente seja sufocada pelo Mal. Que o seu corpo converta-se ao obscuro. Funda-se com a densidade das Trevas... Para que sejas merecedor da terrível Lâmina da dor!" *** Enquanto uma terrível doença nomeada de Thanatos assola a humanidade, os sobreviventes da batalha no Cemitério Recanto Inefável estão proibidos de sair da segurança da luxuosa Fortaleza Andrômeda. Já em Zóriam, Órian e os demais Sensis buscam uma maneira eficaz de atravessar os mantos dimensionais para encontrar aquela que foi roubada de seu mundo. Yoddün, o Profeta Apocalíptico, encontra-se enterrado num tipo de hibernação energética, acumulando um poder incomensurável. Seu intento? Extinguir a raça humana. Quem poderá detê-lo? A única esperança está numa Profecia, em oito escolhidos, um Caduceu e em muito sangue e lágrimas.

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