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WpMetadataNoticeLast published Mon, Jan 23, 2023
Prólogo Seria estranho se eu dissesse que o mundo mitológico vive mais perto do que imaginamos? Que tudo que aprendemos em livros velhos pode ser muito mais real do que sua imaginação pode produzir? Nessa história, você vai conhecer sete mulheres que dividiam uma casa um pouco diferente das outras. Mulheres, essas, com dons que muitos condenariam na antiguidade, e que hoje nem imaginam que possam ser reais. Dons que superam o imaginário humano. Dons que renasceram dos contos mais antigos e tem a capacidade de manipular a natureza e todo o misticismo imaginado por você, caro leitor. Estou falando de sete mulheres que possuem sangue dos antigos e supremos Deuses, governantes da terra antiga, que cerca o ocidente. Mas sabemos que toda história possui seu lado devasso, destrutivo, sanguinário e vingativo. Porém, o que o mal menos esperava era que seria impiedosamente destruído pelo desejo e pela paixão das semideusas. Todas com as bênçãos de suas mães, especialmente de Afrodite, a Deusa do amor e da luxúria.
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Sempre acreditei que as grandes histórias são aquelas que nos fazem esquecer que são feitas de palavras. Histórias onde reis não são heróis nem vilões, mas algo muito mais perigoso: humanos. Onde o amor pode ser uma sentença de morte, e a ambição, o caminho mais curto até a coroa - ou até o cadafalso. Onde os deuses não oferecem misericórdia e os homens, ao tocar o poder, descobrem tarde demais que podem se tornar deuses... ou monstros piores do que eles. O mundo de O Canto das Cinzas não conhece redenção fácil. Ele foi forjado na mesma fornalha onde nascem as grandes tragédias: orgulho, medo e desejo de domínio. Homens que acreditam poder desafiar o destino. Mulheres que aprenderam que o destino não passa de uma mentira escrita pelos vencedores. Povos inteiros moldados por deuses antigos - deuses que abandonaram seus próprios filhos... ou talvez nunca os tenham abandonado de fato, apenas observando em silêncio, à espera do momento de recolher o que restar. Todos concordam em uma única verdade: as cinzas se lembram. Elas guardam as histórias de impérios consumidos pelo fogo, de tronos reduzidos a pó, de reis que acreditaram ser eternos. E, entre esses sussurros, há um nome que jamais se apaga - Vael'Thyr, o Deus Cinzento, um homem que ousou ascender à divindade e, em sua queda, quase reduziu o mundo inteiro a nada além de cinzas. Ao longo desta saga, você encontrará guerras que jamais deveriam ter sido travadas, traições que, vistas em retrospecto, sempre pareceram inevitáveis, e alianças seladas não pela confiança, mas pelo medo. Descobrirá que não existem respostas simples - e que, às vezes, a única vitória possível é sobreviver tempo suficiente para assistir ao mundo queimar. Ainda assim, se decidir ouvir este canto, faça-o com cautela. A melodia é sombria, e o refrão - ah, o refrão - ecoa com o estalar das chamas e o sussurro eterno daquilo que resta após o fogo. E lembre-se: "Os deuses dormem. As cinzas

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