Justine
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WpMetadataNoticeLast published Thu, Jan 26, 2023
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Non-Fiction
O nazismo está em todo lugar, escola, trabalho, em casa, na faculdade, ele está dentro de nós. Quando negligenciamos o direito de existência de um ser humano por pura ignorância, pelo padrão que criamos relacionado à aparência ou a personalidade, e escolhemos atacar verbalmente ou praticar a exclusão, somos iguais a eles. A diferença entre nós e os nazistas ? Usamos nossas palavras e eles armas. Uma das maiores formas de matar que eles usavam e que também usamos é destruir um ser humano por dentro o fazendo questionar quem é e porque ainda está vivo, já que todos os ridicularizam por viver. Justine ou "grünäugiger Dämon"(Demônio de olhos verdes) era uma mulher de 25 anos que fazia parte da resistência francesa, treinada para ser uma sobrevivente, mas acabou se tornando uma assassina de nazistas. Sua sedução, justiça, frieza, força, alteridade e amor pela humanidade à guiam para caminhos tortuosos, sacrifícios terão que ser feitos para que a aniquilação de toda uma sociedade não aconteça. Sua luta é sua obrigação pela humanidade, ela vai arriscar sua vida para que outros possam ter o direito de viver. Essa história não é sobre uma heroína e sim sobre um ser humano fazendo sua obrigação.
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segundaguerra
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"Eu vejo gente morta." Ok, essa frase já é um baita clichê, mas no meu caso, é verdade. Desde que nasci, eu vejo como as pessoas vão morrer nos próximos minutos - e nada do que eu faça pode mudar isso. Já tentei impedir, já rezei, já fingi que não via... Mas a morte parece se divertir comigo, transformando cada tentativa de salvação em um final ainda mais absurdo. Então, o que eu fiz? Me tornei especialista em ignorar. Melhor ainda: fiz disso um estilo de vida. Aos 28 anos, vivo como nômade, evitando qualquer laço emocional e trabalhando como leitora crítica de manuscritos. Sim, eu sou paga para ler livros ruins e encontrar os que têm potencial. Um sonho para uns, um pesadelo para quem já não aguenta mais fanfics disfarçadas de romances. Mas meu maior problema não são os clichês literários. O problema é quando eu começo a ver mortes... que não deveriam acontecer. Assassinatos que ainda não aconteceram, mas estão prestes a rolar. E, pela primeira vez, talvez eu tenha um jeito de mudar a história - ou de acabar como mais um spoiler da morte. Uma história sobre sarcasmo, mortes inevitáveis e o prazer de rir na cara do perigo. Afinal, se a vida é um roteiro, eu já decorei o final.

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