Brainiac não é apenas um vilão. É a personificação de uma das faces mais perigosas da inteligência humana: o desejo de saber sem o compromisso de sentir. Ele coleciona mundos como quem coleciona selos ou bonequinhos de heróis, não por amor ao conhecimento, mas por uma obsessão estéril por dados. Reduz civilizações a números, culturas a catálogos, vidas a estatísticas. É a mente que se tornou tão eficiente que esqueceu de ser humana. A mesma que transforma pessoas em casos, amores em análises, tragédias em conteúdo. Brainiac é a sombra do nosso progresso. É o preço que pagamos quando a razão se divorcia da compaixão.
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