Este não é um livro de respostas. Também não é uma autobiografia confiável. Afinal, quando até o nome pode ser uma mentira, o que mais pode ser considerado verdade?
Em vez de uma narrativa linear, Devezenquandario é construído a partir de fragmentos: pensamentos soltos, memórias distorcidas, confissões desconfortáveis e reflexões de alguém que parece estar constantemente em guerra consigo mesma. Cada página é uma tentativa - às vezes honesta, às vezes caótica - de compreender uma mente que sente demais, pensa demais e raramente encontra silêncio.
Entre sarcasmo, vulnerabilidade e uma certa dose de autodestruição consciente, Eleanor convida o leitor a caminhar por um território onde identidade, trauma, razão e emoção se misturam até que seja impossível separar uma coisa da outra.
Talvez tudo seja apenas o eco de velhas feridas.
Talvez seja o relato cru de alguém tentando sobreviver à própria cabeça.
Ou talvez seja algo ainda mais perigoso: a verdade.
Se você procura conforto, este não é o lugar.
Mas, se estiver disposto a entrar em uma mente que ainda está tentando descobrir quem é...
Talvez, em algum momento entre essas páginas, você descubra quem Eleanor realmente é.
Ou perceba que essa nunca foi a pergunta certa.
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