"Você trancou a dor e a chamou de esquecimento. Mas eu sou o que ficou. Eu sou você." Há um som que nunca para. Um chiado constante, como uma televisão fora do ar dentro da cabeça de alguém que já esqueceu demais. Quando o protagonista acorda, nada está exatamente como deveria estar - nem a casa, nem os espelhos, nem o próprio corpo. E então ela aparece. A criança. Sempre parada, sempre olhando, sempre... lembrando. A realidade se fragmenta. As vozes internas ganham forma. E o passado, até então trancado em um armário sem chave, começa a respirar pelas paredes. Ruído é um mergulho visceral na mente de quem perdeu a própria identidade para sobreviver. Uma narrativa imersiva, psicológica e poética sobre trauma, dissociação, e a difícil arte de lembrar aquilo que foi esquecido por proteção. Não tente entender tudo. Só ouça.
More details