
Havia um tempo em que Elara acreditava que o amor humano seria suficiente para preencher os vazios da alma. Ela buscava em promessas frágeis o sentido da vida, mas o que restou foram ecos de palavras quebradas e um coração cansado demais para acreditar novamente. Foi no fundo desse cansaço que Deus a encontrou. Não com barulho, mas com um sussurro suave, como quem chama alguém de volta para casa. Elara não sabia orar direito, nem compreender os versículos que lia, mas algo nela começou a despertar - uma fé tímida, quase silenciosa, mas real. Ela sorri nos cultos, aprende a cantar as canções, e mesmo sem entender tudo, sente que há algo ali que a chama mais fundo. E em meio às dúvidas, sua oração se torna um clamor: "Senhor, ainda há algo em mim que o Senhor possa usar?" É nesse terreno rachado que Deus planta novas sementes. Cada lágrima se transforma em rega; cada espera, em aprendizado. Porque a cura não é apressada , acontece aos poucos, na presença d'Aquele que conhece as feridas por nome. Elara descobre que a solidão não é castigo, mas preparação. Que o silêncio pode ser o solo onde o amor divino floresce primeiro. E que, quando Deus quiser lhe apresentar alguém, não será para completá-la - mas para somar-se à mulher restaurada que ela se tornou em Cristo.Todos los derechos reservados
1 parte