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A outra metade

A outra metade

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Mar 2, 2015
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Fiction
Action and Thriller
Estava tudo normal naquela tarde, o frio não era muito e a rua estava enfeitada de várias sombras. Ao invés das nuvens a diversão de Gabriel era observar a forma em que as sombras das árvores eram distribuídas no ambiente. Eram 8 horas da noite e os dois estavam saindo do parque cultural da cidade. Alice e Gabriel estavam juntos a mais de 2 anos, o aniversário dos dois estava perto. Os dois entraram no carro novo de Gabriel, que recentemente havia tirado a carteira. Dirigiram até a rua de entrada da casa deles, quando notaram algo diferente, o semáforo estava quebrado e com um buraco estreito no lugar da luz verde, havia um carro preto juntos a Gabriel, lado a lado. No semáforo, um homem com a blusa escrita " CER " estava o concertando. - Amor, você conhece essa companhia? Ela disse enquanto o homem mexia no bolso dele. Antes que Gabriel pudesse responder, o homem tirou uma arma do bolso e mirou contra eles. O que se pode ouvir foi um intenso grito de Alice abaixando a cabeça.
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O café da manhã era um campo de batalha silencioso. Lucas sentava à mesa, comendo um pão duro e sem graça, enquanto Victor, seu irmão adotivo, se deliciava com panquecas e frutas frescas. A diferença era gritante, tão visível quanto a desigualdade no tratamento que recebiam. "Você come como um porco," Victor comentou, sem olhar para Lucas, sua voz carregada de desprezo. "Não consegue nem segurar direito o garfo." A mãe, Sarah, lançou um olhar fugaz para Lucas, mas voltou a atenção para Victor, sorrindo e servindo-lhe mais suco. O pai, Robert, lia o jornal, alheio à cena. O silêncio era mais pesado que qualquer grito. À tarde, Lucas tentava estudar em seu quarto minúsculo, com uma cama velha e desconfortável. A parede era coberta por rabiscos e desenhos feitos por ele, uma forma de escapar da realidade. Victor invadiu o quarto, jogando uma bola de basquete que bateu na parede, quase acertando Lucas. "Sai da frente, bastardo," Victor disse, rindo. "Não quero que você estrague meu treino." Lucas apertou os punhos, mas se manteve calado. Ele já havia aprendido que reclamar era inútil. Victor o chamava de "órfão", "estranho", "inútil", e outras coisas piores. Ele sabia que não era bem-vindo ali, que era apenas um fardo, uma sombra na vida daquela família. À noite, durante o jantar, a situação se repetia. Victor recebia elogios por suas notas na escola e seus feitos esportivos. Lucas, por outro lado, era ignorado, seu esforço escolar e suas tentativas de se integrar à família sendo completamente ignoradas. Os presentes de Natal e aniversário eram uma prova cabal da preferência: Victor ganhava eletrônicos modernos e roupas de grife, enquanto Lucas recebia roupas velhas e brinquedos usados. "Você não se esforça o suficiente, Lucas," Robert disse uma vez, sem olhar para ele. "Victor é um garoto brilhante, com um futuro promissor. Você... você precisa se esforçar mais." .....

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