Os últimos sobreviventes

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Mar 29, 2023
Depois de um vírus de nome e natureza desconhecidos sair de controle feito secretamente pela empresa NCORP, pessoas adoeciam e faleciam em uma velocidade avançada e sem explicação, cidades e países se tornaram cemitérios inacabáveis. Praticamente sem esperança a humanidade ergue uma muralha como forma de contenção, sem respostas e sem meios de comunicação as cidades se tornam zonas de guerra e sobrevivência, um dia a muralha se abre e a verdade é revelada, um soro temporário foi desenvolvido mas a única chance de obtê-lo é lutando por sua vida. Em um ambiente onde segredos podem ser revelados e a liberdade alcançada, até aonde sem oxigênio você aguentaria? Meu nome é Ella e eu vou te contar a história de como sobrevivemos ou parte de nós.
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  • Sobre os mortos que caminham entre nós
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O ano é 2081, quatorze anos após o início da Grande Decadência - uma era de colapso silencioso, desencadeada por um vírus que atingiu 90% da população com implantes neurais de aprimoramento. Chamado de Voz de Babel, o vírus não destruía corpos, mas realidades. Ele embaralhou as fronteiras entre memória e ficção, fundindo mentes humanas com dados digitais, personagens fictícios e traumas armazenados nas redes. Muitos enlouqueceram. Outros simplesmente desapareceram - suas consciências, agora fragmentadas, vagam como ecos digitais, os Ghosts: entidades presas nas redes locais, gritando, interferindo, tentando se comunicar. Às vezes em sussurros. Às vezes em puro desespero. Sem internet global, cada cidade se fechou em sua própria rede isolada, cercada por firewalls e medo. Mas nem isso é suficiente. Presenças estranhas se manifestam em sistemas, elevadores que tocam músicas esquecidas, vozes de mortos que ressurgem nos canais da TV. Lá fora, o planeta apodrece. Tempestades de poluição cobrem o céu por semanas, bloqueando o sol. Chove ácido. O concreto derrete. A humanidade sobrevive em estruturas blindadas, como ratos fugindo da própria criação. Enquanto as corporações disputam o controle com governos falidos, uma promessa ecoa nos telões da cidade: "RECOMECE EM TERRAS MAIS PURAS." Mas todos sabem: ninguém volta dessas terras.

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