Magda Corte, a ilustre campeã em perder apostas absurdas - especialmente quando está em situações complicadas, infelizmente é algo que costuma acontecer com frequência. Trabalhadora e dedicada e com um historial digno de tempestades emocionais, Magda vive uma rotina serena e calma. Mas o passado deixou marcas profundas: amizades duvidosas, a dor da perda do pai e uma juventude marcada pela rebeldia.
Ao contrário da irmã mais velha, Sara Corte - a "filha perfeita" aos olhos da mãe - Magda foi uma prova de fé, o caos da família. Um piercing aos 17 anos quase lhe deu o bilhete de expulsão do clã. Ainda assim, apesar das diferenças, as irmãs são unidas e muito próximas. O mesmo não se pode dizer em relação a Inês Corte, mãe conservadora, religiosa devota, mais preocupada com aparências e confissões de domingo na igreja do que deixar, em especial Sara, suas filhas serem elas mesmas.
Os avós, amorosos e conscientes da mudança dos tempos, são o verdadeiro porto seguro de Magda. Foram eles que a protegeram e fizeram com que mudasse de destino. São eles que questionam a rigidez da filha Inês e tentam mostrar a ambas netas que e liberdade não é um pecado.
A vida parecia estabilizar... até Luce Santos. Um erro, um vórtice, um homem que não se apresenta á mãe devota. Luce é o rei não coroado da cidade. Intimidante, magnético, perigoso. Envolver-se com ele foi como dançar num campo minado e Magda, com toda a sua teimosa, dançou de olhos fechados.
Embora Magda saiba que devia de manter a sua distância, há atrações que não se ignoram e decisões que mudam o rumo da vida, entre um passado que ainda a prende e um desejo que a consome, Magda terá de descobrir que crescer não é só sobreviver, por vezes é preciso arder.