Amores são hereditários ou somos obrigados a carregar a dor - resquício ou representação da não consumação, a princípio, de seu inverso - até o túmulo, alheios ao mundo subsequente?
Se o sucessor for apenas uma cópia de seu antecessor, o amor sempre vai ser uma coisa só, impregnado, convicto, e não vingando, quando enfim o agarramos.
O amor é como a morte, no sentido de que quem amar, sofrerá, e quem viver, morrerá - são verdades da vida. No entanto, quem não pode nunca amar, amando, não deixa de amar - e assim morre, sem saber para onde vai, temeroso de que o que não foi adequadamente morto, viva até onde não há mais onde viver.
Todos los derechos reservados