Cartas a Ti

Cartas a Ti

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WpMetadataNoticeLast published Fri, Oct 3, 2025
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Fiction
Romance
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Fui e, de algum modo, talvez ainda seja um adolescente sonhador. Às vezes penso que essa adolescência se prolongou além do comum: até pouco tempo eu ainda sonhava com a mesma intensidade de antes. Mas ao virar adulto, a forma como pensamos o amor muda. Há quatro anos escrevi cartas para a minha alma gêmea. Sempre fui um homem que sonha demais; perdi-me, por vezes, nas aventuras e desvios da vida. Hoje escrevo para minha noiva porque acredito, com toda convicção, que ela é essa alma gêmea. Esta será a última vez que abro meu coração desse jeito a última vez que me permito acreditar, sem reservas, que um sentimento assim é real. Li uma frase que me marcou: nenhuma parte da Bíblia descreve o amor apenas como sentimento; ela o apresenta como mandamento amar até os nossos inimigos. E como se ama alguém assim? Quando ele lhe vira as costas, quando te maltrata e um dia precisa de ajuda, você estende a mão. Isso me pareceu forte e verdadeiro: amor não é apenas palavra, é gesto. É difícil viver isso hoje. Por isso, através destas cartas, conto ao mundo a minha última história de amor. "Última" não porque acabou, mas porque só me permitirei sentir algo assim novamente na próxima vida.
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Ódio à primeira vista existe, podendo ser comprovado por Cruz e Montenegro. Eles se odeiam desde o primeiro momento, desde a primeira conversa, desde o primeiro dia de trabalho. A pior parte? É não poderem romper esse vínculo e ainda terem que se aturar pelo período de três meses, no qual o ódio aumenta gradativamente. Será que esse sentimento poderá mudar entre operações, casos e investigações? Ou todo esse ódio irá destruí-los?

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