Quarto Branco e Vazio: É Sala de Tortura

Quarto Branco e Vazio: É Sala de Tortura

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WpMetadataNoticeLast published Fri, Dec 22, 2023
Você acorda em um quarto vazio e branco, sem noção de nada ao seu redor, sem lembranças ou recordações, quando você se vê, pendurado de ponta cabeça, sendo observado por uma figura familiar. E isso, é apenas o começo do fim. O fundo do poço sempre pode ser mais fundo. Então se pergunte: O que é pior? Não saber de nada sobre a realidade e viver ingenuamente e cegamente como gado, na ilusão de ser livre e achar ter propósito, achar que nada é finito... ou saber o que o futuro aguarda, saber do roteiro imutável do "destino", saber que nada vai poder fazer além de "brincar de faz-de-conta", fingir ser como o gado para se misturar ou até controlá-lo e ser mais uma das minúsculas, porém seletas, engrenagens do sistema? (Nota: está descrição é temporária, logo será mudada)
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#94
distopía
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Existem alturas na vida em que a coisa fica feia. Descobres que aquele que achavas ser o fundo do poço, afinal não é, porque a porra do fundo do poço fica sempre um bocadinho mais abaixo. Mas sabes que mais? Também tu tens mais força do que aquela que achavas que tinhas. Tens mesmo. Por isso se diz que o frio é sempre do tamanho do cobertor. Aquilo que eu descobri com a viagem interior que comecei (e continuo) é que podemos (e devemos) aproveitar os "fundos do poço da vida" para nos impulsionarmos de volta à superfície. Descobri que somos sempre mais capazes do que o que julgamos ser e que as certezas que (achamos que) temos não têm nada de certo e é precisamente aí, nessa capacidade de procurar mais perguntas do que respostas, que a vida se faz. Descobri que quem não tem pé não pode dar coice, como diz a minha mãe. Isto trocado por miúdos, quer dizer que cada um de nós só dá de si aquilo que tem lá dentro. Dar mais ou menos depende de cada um, não de nós, por mais que gostássemos de poder mudar isso. Aprendi a aceitar que não é possível (além de ser absolutamente desnecessário e uma tremenda canseira) agradar a toda a gente e que aquilo que acham que sabem sobre ti não é problema teu. Quando a vida pega em ti e te deita ao tapete uma e outra vez, tens que lhe mostrar a tua veia de "sempre em pé". Vais cair, sim senhora, esfolar mãos e joelhos mais vezes do que gostarias, mas começas a levar cada vez menos tempo a levantar-te. Vais saber escolher melhor os combates que valem a tua energia. Chama-se resiliência e é a chave para uma existência feliz.

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