3 parts Ongoing Em Canaã dos Carajás, no coração do Pará, nasceu o inesperado.Numa terra marcada pela poeira vermelha do minério, ergueu-se a Universidade Federal da Amazônia Quântica - onde ciência e sonho se encontraram.
Ali vivia André, estudante inquieto, cabelo raspado de um lado, olhar faminto pelo desconhecido.Foi ali, em 2027, que se desdobrou o impensável: a descoberta da energia escura.Uma força invisível, sustentando o universo, revelada não nos laboratórios de Genebra, nem nas torres brilhantes de Pequim ou Washington - mas no subsolo amazônico.O impacto foi imediato: as tecnologias derivadas dessa revelação floresciam a cada dia. Chips, armas, motores e até a própria informação começaram a ser moldados pela nova energia.Mas havia um problema: a humanidade não estava pronta.
Entre cabos improvisados e inteligência artificial, entre cálculos e sonhos de viagem no tempo, um estudante paraense encostaria no tecido do cosmos. E nada jamais seria igual.
Canaã dos Carajás, luminos
No fundo de uma antiga galeria de minério, agora tomada por painéis luminosos, André ajustava os fios da máquina experimental.Seu cabelo raspado de um lado refletia a luz azulada da tela.- Oxum, calibrar ressonância em 0,0003 terahertz.A voz suave da IA ecoou pelas paredes rochosas:- Frequência alinhada. Mas, André... a simulação sugere que você não vai apenas medir. Você vai sentir o tempo.Um arrepio percorreu sua espinha. No monitor, linhas de código piscavam como estrelas.E então, a sala inteira deslizou alguns segundos à frente.O mundo lá fora continuava igual, mas André sabia: naquele instante, a humanidade havia encostado o dedo no tecido do tempo.