Princesa da luz, Rainha do Caos

Princesa da luz, Rainha do Caos

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WpMetadataNoticeLast published Sun, Mar 10, 2024
Ela achou ter amado antes, quando era imatura. Com ele percebeu que nem se quer chegou a gostar de alguém antes dele. Foram muitas conversas divertidas. As distrações mais malucas e alegres que poderia imaginar, em um período em que tudo era caos. O caos. Foi lá que ela o encontrou. Poderia chamá-lo de filho do caos. Afinal, foi ele que apresentou o real sentido da palavra para ela. Aquele era o seu mundo. Ele era tão alegre. Vivia naquele mundo, daquela forma, mas fez tudo parecer tão bom. Apresentou a ela uma vida que ela nunca imaginou ou se quer pensou em ter. Não deveria estar tão perto dele, mas quando percebeu já era completamente dele. Pertencia ao caos. Mergulhou nele até que se encontrasse em um estado que já não poderia respirar sem senti-lo e ele a jogou no seu abismo e lá ela lutou com o seu sangue até que se encontrasse novamente sozinha naquela floresta. Buscando pela sobrevivência, mas para isso teria de deixá-lo. Eliah nasceu em um reino de luz. Aonde tudo é paz, mas uma curiosidade sempre a fez olhar para o outro lado da floresta. "O que faz as pessoas atravessarem a floresta e nunca mais voltarem?". Do outro lado, segundo o seu pai e professores, só há Caos. Um rei perverso que escraviza os seus súditos, mas se lá é tão ruim, por que ninguém nunca voltou?! Será que lá não há as regras?! A princesa da luz pisará nas terras da escuridão e lá ela encontrará muito mais do que a ausência das regras. Terá que lutar por suas verdades e quando as perder, talvez mate por sua vida. "Suas irmãs nem a esperam mais, querida Eliah"
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Andréa Amélia Sachs, herdeira do trono de Genôva, era uma mulher destinada à grandeza. Inteligente, destemida, imponente, era tudo o que uma futura rainha deveria ser... exceto por um único detalhe: seu péssimo temperamento. Andréa simplesmente não conseguia se relacionar com quase ninguém fora de sua família. Era direta demais, muitas vezes rude, e seu orgulho beirava a arrogância. A jovem princesa odiava contato físico com quem julgava indigno, o que, para ela, incluía praticamente toda a corte e metade do reino. Cansada das dificuldades políticas que isso causava, a rainha Clarisse, sua avó, tomou uma decisão definitiva: para herdar a coroa, Andréa teria que escolher uma esposa entre as dez pretendentes selecionadas cuidadosamente pelo conselho real. Mulheres que, além de alianças políticas vantajosas, talvez tivessem o dom da paciência... e quem sabe, um coração forte o bastante para conquistar o dela. _Vó, eu não quero me casar..._ resmungou Andréa, afundando-se na poltrona do gabinete real, com os olhos semicerrados de irritação. _ Andréa, minha querida, eu já tomei minha decisão._respondeu Clarisse, sem sequer levantar os olhos dos documentos diplomáticos que analisava. O tom calmo da rainha contrastava com a fúria contida da neta. _Vamos ser sensatas, por favor..._insistiu Andréa, levantando-se num gesto dramático_Você sabe como eu sou! Eu tenho um temperamento horrível, sou grossa, impaciente e... sinceramente, você acha mesmo que uma mulher vai conseguir consertar isso?_ completou Andréa. Ela riu, uma risada amarga, quase debochada, tentando disfarçar o medo por trás da postura rebelde. Mas Clarisse permaneceu inabalável. Apenas virou uma página com elegância e respondeu com tranquilidade: _Talvez ela não vá consertar nada, minha neta. Mas talvez... te transforme por completo._disse de maneira, debochada, fazendo que Andréa levante da cadeira e sair da sala de real, irada.

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