Em um mundo submerso, os oceanos separam o finito e o infinito, divididos pela luz do sol. Aquilo que alcançava o sol, encontrava seu fim. Ao mesmo tempo, tudo o que não a encontrava, estava condenado a existir para sempre.
Advindos do medo do mar de séculos, há uma espécie de demônios, os quais foram denominados pelos homens de Leviatãs. Como quaisquer criaturas colossais, donas de um corpo extenso, pesado e assustador, eles foram caçados por quem os criou e fugiram para as profundezas do mar, onde se abrigaram, atormentados e quase sem comida.
Anos se passaram desde o dia em que todos fugiram para as profundezas e para sobreviver, um deles guardava um ódio profundo dos humanos e seu nome era Nexxus. Nexxus era um demônio leviatã, uma entidade maligna impregnada pelo ódio e sua imponência é inquestionável e qualquer arma humana se torna inutilizável, assim como seu portador, em um único combate contra o maior predador dos mares.
"Ninguém é bastante ousado para provocá-lo; quem a ele resistiria face a face? Quem pôde afrontá-lo e sair com vida debaixo de toda a extensão do céu? Quem lhe abriu os dois batentes da goela, em que seus dentes fazem reinar o terror? Quando se levanta, tremem as ondas do mar, as vagas do mar se afastam. Se uma espada o toca, ela não resiste, nem a lança, nem a azagaia, nem o dardo. O ferro para ele é palha e o bronze, pau podre".
Um dia, em uma reviravolta inesperada, diz às lendas que esse demônio descobriu como assumir a forma de seus caçadores e simplesmente desapareceu. Sem deixar qualquer rastro, ele se dissolveu na água e agora está camuflado nas sombras líquidas, mantendo sua vingança adormecida e seu coração guardado nas entranhas do mais profundo abismo marinho.
Não aceito adaptações ou plágios, nem qualquer reprodução de meus trechos e tampouco aceito qualquer uso dos personagens os quais estão presentes na obra ou da imagem de minha capa, pois tudo foi feito de forma autoral.
Duas almas atravessam o véu entre os vivos e os mortos no mesmo minuto, segundo e hora. Do mesmo dia, mês e ano. Sob a luz de uma lua de sangue.
Uma delas segue o seu caminho e encontra a eternidade.
A outra, com sede de sabedoria mesmo na morte, observa sua contraparte atravessar, mas ela não segue o mesmo caminho. Em vez disso, a alma curiosa, se aproxima do local de onde a outra veio, ela não vê muito, está turvo, como se estivesse debaixo d'água. A alma estende a mão, ela não consegue puxar de volta. Se ainda tivesse um corpo físico ela estaria franzindo as sobrancelhas enquanto faz força para soltar a mão de sua prisão invisível. A alma desiste. Ela se aproxima mais e passa uma perna, depois outra e então a cabeça. Derrepente, a alma esta sendo puxada, ela não sabe oque é aquilo ou como parar. Então ela flutua e flutua enquanto é arrastada pelo nada.
E então tudo para.
Ela sente dor, seu corpo todo protesta. Seu estômago geme de fome e ela não consegue respirar. Dois olhos cinzentos se abrem para a escuridão, apenas uma luz avermelhada iluminando o lugar, ela grita.