Prisão de Cristal

Prisão de Cristal

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WpMetadataNoticeLast published Fri, Dec 22, 2023
OBS.: Estou sem ideia para sinopse no mo momento, então resolvi postar no lugar o poema que criei inspirada na personagem Poliana. Fracassada, derrotada... É assim que todos veem aquela menina, Sentada, quietinha, com a cabeça debruçada nos braços sobre a carteira, enquanto chora, depois de mais uma humilhação. Mas, não se engane. Aquela que todos veem como frágil De frágil não tem nada. É só um momento. É só por hoje. O fardo pesou e a sobrecarga a derrubou. Amanhã, ela estará novinha em folha, Com o brilho que encanta a uns e deixa outros com raiva. Ela não se deu conta, mas tem uma força surpreendente. (Vai lá, menina, brilhe!) Ela não sabe, mas sua luz iluminará muita gente ainda. Ela se acha incapaz, mas só o tempo lhe mostrará que está equivocada. Ela se acha fraca, mas nem imagina quanta gente a inveja pela sua força. Se tentam derrubá-la, é exatamente porque não querem ver seu brilho. Só que, mais à frente, ela verá. Sua luz será usada para algo especial. Com a própria inteligência, nem sentirá falta dos estudos não concluídos. Os que tentaram apagá-la se impressionarão por ela ter conseguido, Alguns até precisarão dela. (Vai lá, menina, brilhe!)
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Preservar a paz! Ainda que isso exija as mais requintadas formas de violência. No topo da ensolarada cidade de Apoema dos Lagos, ficava o velho casarão, com suas formas extravagantes e lendas obscuras, cheio de excessos e sombras. Na memória de Giovana, esse mundo distante nunca havia deixado de encantar, de assombrar, imerso nos véus nebulosos da infância. Ainda muito pequena, ela fora levada para estudar longe desta que era a casa de sua família - gente marcada por uma antiga tragédia de maneiras que ela e a cidadezinha de Apoema nem podiam imaginar. Terminado o colegial, Giovana resolve voltar à casa onde não pisava há tantos anos - um retorno surpresa! -, atrás dos silêncios nervosos que ela nunca entendeu. Bianca, a irmã mais velha, já podia ver a catástrofe bater à porta outra vez. Bianca não havia sido levada para longe pelo seu próprio bem, e ela, diziam, tinha encontros constantes com Valentim, irmão delas há anos falecido. Isso era tudo o que Giovana sabia sobre ela. Bianca nunca dizia nada. Agora, a ordem soturna mantida na casa terá que lidar com a irrupção da irmã caçula, alegria despudorada decidida a tudo ver e tudo gritar, acordando vidas que há muito haviam sido caladas.

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