Enquanto Estivermos Vivos

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WpMetadataNoticeLast published Fri, May 10, 2024
Éramos apenas crianças na época. Ou pelo menos, eu pensava assim. Aquele menininho italiano roubou meu coração. E honestamente eu não me importava. Era bom pertencer a ele, e saber que ele era meu. Até aquilo acontecer. Fazem 5 anos. 5 anos que não vejo seus cachinhos, ou o seu sorriso. 5 anos desde que ele morreu. Bom, pelo menos, é o que eu pensava. -VOCÊ NÃO SABE NADA SOBRE MIM!- ela grita exasperada. Posso ver as veias de seu pescoço saltando. Suas pernas balançam em um tique nervoso, coisa que ela sempre fazia quando estava estressada. - Eu sei mais do que imagina, amore mio. Eu te amo, mas você parece não querer se dar conta! - me aproximo, na tentativa vazia de poder tocar sua pele, ao menos, por alguns segundos. Sinto meu coração despedaçar quando ela se afasta. Como se estivesse com nojo ou medo de mim. - Você não pode me amar, ninguém pode. - ela fala em um fio de voz, encolhendo ainda mais seu pequeno corpo contra a porta. - EU POSSO! Eu posso Cassie! - lágrimas escorrem por meu rosto, se alinhando a minha respiração desregulada. - Você é la mia luce. Sempre foi! - a tomo em meus braços, tentando trazer um pouco de conforto ao meu pequeno vagalume. - Eu te amo - sussurro - E vou te amar enquanto estivermos vivos. Essa obra é totalmente minha, todos os direitos reservados
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~ Prólogo 1 Dois anos atrás... Dizem que a partir dos 15 anos, o tempo voa. Que você pisca os olhos e já está com os seus 18 anos. Quando eu fiz 15, eu decidi que ia aproveitar o máximo. Eu sabia que quando chegasse aos meus 18 anos não ia ser como qualquer um adolescente imagina. Eu não ia ser independente, não ia morar sozinha logo de cara, não ia sair todo final de semana, enfim... A questão é que minha mãe sempre foi super protetora e as coisas que eu queria fazer ela não deixava. A única solução era fazer escondido. Eu só fazia coisa errada. Coisa que se minha mãe descobrisse ela ia me enfiar em um internato. Vou para as festas escondida, junto com minha melhor amiga Alexis, bebo, fumo, bom, eu não sou um exemplo de boa filha. Minha mãe acha que eu sou, mas ela não sabe muito bem o que acontece na minha vida. Se ela fosse menos protetora, até poderia saber. Maya: Vira logo isso Alexis! - falei enquanto ela tomava coragem de virar um meio copo de tequila Alexis: Vai se foder! - nós rimos Saímos da festa devia ser umas três da manhã. Eu não estava bêbada, só estava um pouquinho alegre. Eu sabia meu limite. Maya: Vou pegar as tintas lá em casa, to afim de fazer uma arte. Alexis assentiu. Ela não iria, tinha medo de ficar de madrugada sóbria na rua. Eu fui pra casa e entrei lá na ponta dos pés. Se minha mãe me visse no estado que eu estou, nossa, nem quero imaginar... Entrei no meu quarto e peguei minha bolsa que já tinha tudo que eu iria usar. Eu estava terminando quando vi luzes de policia vindo de uma rua. Era só o que me faltava, parar na prisão. Deixei minhas coisas ali mesmo e corri pra algum lugar onde eu poderia me esconder. Entrei em um beco escuro e ali fiquei até as luzes se afastarem. Estremeci quando senti uma mão tapando minha boca. Xxx: Se você gritar, juro que te mato aqui mesmo. Meu coração acelerou quando senti suas mãos passando por de baixo da minha blusa. Isso não está acontecendo! [...]

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