Enquanto Estivermos Vivos

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WpMetadataNoticeLast published Fri, May 10, 2024
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Fiction
Romance
Éramos apenas crianças na época. Ou pelo menos, eu pensava assim. Aquele menininho italiano roubou meu coração. E honestamente eu não me importava. Era bom pertencer a ele, e saber que ele era meu. Até aquilo acontecer. Fazem 5 anos. 5 anos que não vejo seus cachinhos, ou o seu sorriso. 5 anos desde que ele morreu. Bom, pelo menos, é o que eu pensava. -VOCÊ NÃO SABE NADA SOBRE MIM!- ela grita exasperada. Posso ver as veias de seu pescoço saltando. Suas pernas balançam em um tique nervoso, coisa que ela sempre fazia quando estava estressada. - Eu sei mais do que imagina, amore mio. Eu te amo, mas você parece não querer se dar conta! - me aproximo, na tentativa vazia de poder tocar sua pele, ao menos, por alguns segundos. Sinto meu coração despedaçar quando ela se afasta. Como se estivesse com nojo ou medo de mim. - Você não pode me amar, ninguém pode. - ela fala em um fio de voz, encolhendo ainda mais seu pequeno corpo contra a porta. - EU POSSO! Eu posso Cassie! - lágrimas escorrem por meu rosto, se alinhando a minha respiração desregulada. - Você é la mia luce. Sempre foi! - a tomo em meus braços, tentando trazer um pouco de conforto ao meu pequeno vagalume. - Eu te amo - sussurro - E vou te amar enquanto estivermos vivos. Essa obra é totalmente minha, todos os direitos reservados
All Rights Reserved
#6
isabelamerced
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"- Você me quer lá... Apoio minha mão esquerda no colchão e a outra proximo ao seu rosto, desta vez sou eu que estou no comando. Seus olhos me queimam de um jeito bom, o frio se derretendo aos poucos. - Não sei porque, mas também quero estar lá... com você. - Passo meu dedo na sua bochecha carinhosamente, ela olha para o movimento e depois se perde em meu rosto novamente." 🫀 Um romance entre a amizade que se transformou em ódio. Faith sabia muito bem o que estava fazendo, cada palavra dita foi memorizada e ensaiada para ao menos gaguejar, era pequena, mas de infantilidade ou imaturidade não tinha nada. Parecia ter nascido em um corpo de criança quando sua mente era quase de uma adulta, uma fria, quieta, sozinha. Daquela vez foi tão explosiva, mas não se arrependia, o queria longe o suficiente para nunca mais ouvir sua voz ou sentí-lo novamente. Queria o deixar ir, mesmo que isso a machucasse em um lugar desconhecido de si. Queria que ele fosse feliz, que a deixasse, e sabendo que nunca aconteceria, o fez por ele. Porque ela sabia não ser suficiente para nada e nem ninguém, era muito quebrada para isso, deduziu isso após ser tão observadora com as crianças que tinham sua mesma idade. Ela não tinha nada igual a elas, fazia coisas que duvidava que teriam coragem, e não sabia se deveria se sentir arrependida, pois não sentia um remorso ou a sensação do errado. Era tão fria e gélida, desde que se entendia por gente que nunca pensou no que era a sensação do quente.

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