Escravo da Liberdade

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Sep 3, 2024
"É corriqueira essa minha confusão entre corpo e mente. Talvez eu esteja em um estágio empírico de fusão entre esses dois extremos. Mas há uma linha fina entre eles, em que o vazio seja quem faz o enlace. Todos temos vazios. Mas alguns vazios são maiores que outros. Assim como alguns infinitos são maiores que outros, para Hazel. Ou bichos mais iguais do que outros, para Orwell. De qualquer forma, somos vazios. Tão deploravelmente vazios. Buscamos nos preencher com amor ou com vícios - pleonasmo, talvez? - e falhamos miseravelmente. Sei disso porque passei a vida buscando preencher esse espaço. Esse buraco. E acabei perdendo quem eu mais amava. Quem jamais tentou me completar, e sim amou os espaços que tinha entre o eu e aquilo. O indefinível."
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#164
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Sempre me intriguei com uma pergunta: por que queremos tanto algo e quando finalmente conseguimos, parece que aquilo perde o brilho? É como se o desejo fosse uma chama viva e intensa, que nos impulsiona, mas que se apaga no exato instante em que sentimos a posse. Já reparou nisso? É um ciclo silencioso, quase cruel. A gente anseia, idealiza, sonha, corre atrás... e no fim muitas vezes sobra só um gosto morno na boca. Aquele objeto tão desejado vira mais um na estante. A pessoa que parecia inacessível vira rotina. A meta que nos fazia vibrar se torna apenas mais uma linha riscada. É um paradoxo que me acompanha há tempos assim como cada um de vocês caros leitores - o desejo como motor da vida e ao mesmo tempo como fonte de frustração. Não desejo no sentido puramente sexual ou material, mas desejo como força existencial. Queremos muitas coisas o tempo todo: O sucesso, reconhecimento, queremos amor, e também novidade. Nós queremos ter, mas não fomos ensinados a permanecer e sustentar o valor daquilo que temos - A manter vivo o encanto. A verdade é que estamos presos em uma busca constante, uma espécie de fome que não se sacia nunca. Quando conseguimos o que queremos, surge um novo desejo logo em seguida. Às vezes nem damos tempo para aproveitar o que conquistamos e já estamos pensando no próximo passo, na próxima experiência, no próximo objeto. E isso cansa e nos esvazia. Parece que estamos sempre no quase: quase felizes, quase completos, quase satisfeitos. É uma insatisfação crônica, disfarçada de ambição ou de "gostar de desafios". Mas no fundo, é só o medo de parar e encarar o que realmente nos falta. Foi por isso que decidi escrever este livro. Não para dar respostas prontas, mas para levantar as perguntas certas. Se você já sentiu o vazio depois da conquista, se já se perguntou por que aquela coisa que parecia essencial agora só ocupa espaço, ou se tem se cansado dessa pressa por sempre ter mais, então este livro é pra

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