Muitos morrerão sem realizar seus sonhos, mas eu consegui realizar os meus. Eu venci a ignorância ao vencer as religiões e os meus próprios impulsos. Eu não quis o mesmo fim dos que plantam flores no deserto e acreditam haver um único caminho: o sofrimento. Eu tive forças para lutar em um mundo consumista e acomodado. Precisei aceitar a dualidade, exterminando o monoteísmo de minha vida e respeitando a pluralidade de caminhos. Não existe um único Deus. O peso da ingratidão é a criança interior violentada pela intolerância. Não podemos viver presos às expectativas alheias. A criança interior de um adulto também pode ser abusada e precisa de proteção. Eu fui expulso do meu paraíso, do meu lar... Hoje já não ofereço minha face ao golpe; eu desvio, e, se não houver como desviar, revido. Por isso, eu plantava flores no deserto, mas hoje já não mais. Precisava dar um basta à falta de respeito e à mesquinharia de seres com pouca capacidade de compreensão. Por esta razão, fechei meu corpo e travei uma batalha. Plantar flores no deserto é como dar murros em ponta de faca; saímos feridos daquilo que nasceu da nossa vontade mais pura. Nem sempre o outro lado pediu ou sequer desejou o nosso afeto. Talvez, então, a frustração exista apenas dentro de nós mesmos. Eu tive que aceitar este fado... Foi assim que fiz uma verdadeira revolução dentro de mim mesmo, pelos lugares onde passei, incitando discussões e desafios; fui chamado de antagonista e até visto como maléfico ou adversário. E eu vos contarei como conquistei esta façanha: a audaciosa revolução de transformar-me, de romper de vez com os ciclos que me prendiam, de encerrar para sempre as repetições do meu próprio padrão. Estar no lugar certo, na hora certa, é essencial. E FOI ASSIM, QUE PASSANDO POR MUITOS LUGARES, EU CONQUISTEI MEU PRÓPRIO PARAÍSO.
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