Sonho inacabado

Sonho inacabado

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WpMetadataReadConcluida dom, dic 31, 2023
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No ficción
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Tudo nessa "história" é para causar desconforto, incerteza ou certa ansiedade. Você consegue ficar até o final sem pensar "Nossa por que não acaba logo?" É uma sensação. Pensei primeiramente em fazer uma crônica, mas não era possível dessa maneira, isso é o total contrário de crônica porque não é algo confortável, escrito de maneira rebuscada, apesar de que esses sonhos lúcidos podem estar presentes em alguns cotidianos, de maneira boa ou ruim. Inclusive, embora parte das pessoas odeiam e ignoram obras que possuem certos sentimentos, outras gostam e é o que mais procuram. Por quê? Enfim. Esses sonhos foram reais e apenas decidi escrever, porque dentro dos próprios eu estava sentindo certo desespero e muita vontade de acordar por conta da hora. Não sabia a quanto tempo estava presa naquele looping. Apenas quero transmitir, em cada história, sensações.
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#92
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"Eu vejo gente morta." Ok, essa frase já é um baita clichê, mas no meu caso, é verdade. Desde que nasci, eu vejo como as pessoas vão morrer nos próximos minutos - e nada do que eu faça pode mudar isso. Já tentei impedir, já rezei, já fingi que não via... Mas a morte parece se divertir comigo, transformando cada tentativa de salvação em um final ainda mais absurdo. Então, o que eu fiz? Me tornei especialista em ignorar. Melhor ainda: fiz disso um estilo de vida. Aos 28 anos, vivo como nômade, evitando qualquer laço emocional e trabalhando como leitora crítica de manuscritos. Sim, eu sou paga para ler livros ruins e encontrar os que têm potencial. Um sonho para uns, um pesadelo para quem já não aguenta mais fanfics disfarçadas de romances. Mas meu maior problema não são os clichês literários. O problema é quando eu começo a ver mortes... que não deveriam acontecer. Assassinatos que ainda não aconteceram, mas estão prestes a rolar. E, pela primeira vez, talvez eu tenha um jeito de mudar a história - ou de acabar como mais um spoiler da morte. Uma história sobre sarcasmo, mortes inevitáveis e o prazer de rir na cara do perigo. Afinal, se a vida é um roteiro, eu já decorei o final.

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