Elisa estava mais que destacada.
O covil no início parecia só vegetação, mas adentrando um pouco mais, seguindo a trilha, encontrou postos de sentinela, casas e, ao final, uma grande mansão tropical. As paredes tinham muitas janelas, um conceito aberto quase moderno.
As pessoas usavam roupas mais leves. O conceito de calções parece ter vindo de calças rasgadas, eles pareciam várias pessoas só aprofeitando as férias na casa de praia.
Os piratas encotravam seus amigos e se juntavam, enquanto Elisa seguia atrás de Edward.
Elisa estava se preocupando à medida que abandonavam a parte civilizada do covil para adentrar a mata fechada. Edward afastava grandes folhagens para conseguir avançar sem trilha. Ela não sabia o que poderia esperar, sua mão tocou involuntariamente sua manopla e depois sua roupa de dança dentro da bolsa que Ezio lhe deu. Lembrou-se de Altair com seus olhos negros, confrontando até mesmo ela, que Al Mualim acreditava (ou fingia acreditar) que era um anjo. Parecia que aqueles olhos viam a verdade desde o início. Que ela não era um anjo, mas uma simples garota, apesar de toda as diferenças que tínhamos.
Será que Edward consegue enxergar a verdade também? Não, parece que aqueles olhos negros enxergam mais.
O caminho fechado aos poucos virava pedra. As paredes eram esculpidas. Aquelas figuras antigas, astecas ou incas (ela nunca prestara atenção em história), cuja boca aberta e grande era a abertura do que parecia um templo. Elisa nunca entenderia como o povo que viveu aqui gostava desse tipo de figura.
- Ah, Peregrinos! Bem, você não é bem um - ela riu, com muita dificuldade Elisa atribuiu a voz a uma luz que vinha de uma das entradas do que parecia ser um templo, andou agachada e preparou para usar sua manopla - Bem, mas ela é.
Elisa deixou a bolsa com a roupa de dança cair, seu corpo inteiro gelou e a adrelina revirou seu estômago e deixou um gosto amargo na boca.
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