Arm nunca acreditou em amor. No mundo em que cresceu, sentimentos eram fraquezas, e fraquezas matavam. Como o homem responsável pela segurança da família principal da máfia, ele aprendeu a observar tudo, desconfiar de todos e jamais deixar alguém chegar perto o suficiente para tocá-lo de verdade. Frio, calculista e intimidante, Arm era conhecido como "o olho que tudo vê" da mansão. Nada acontecia sem que ele soubesse. Mesmo sendo cruel quando precisava, entre seus amigos mostrava um lado inesperadamente sarcástico e divertido - um lado que quase ninguém tinha o privilégio de conhecer. E então Tay apareceu. Tay era o oposto de tudo que Arm suportava. Lindo de uma forma irritante, cabelos loiros chamativos, sorriso fácil e uma presença impossível de ignorar. Todos o admiravam. Todos o queriam por perto. E isso fazia Arm odiá-lo ainda mais. Mas o que mais incomodava Arm não era a beleza de Tay. Era a maneira como Tay conseguia atravessar todas as suas barreiras sem fazer esforço algum. Enquanto Arm tentava manter distância, Tay parecia cada vez mais determinado a provocá-lo, desafiá-lo e se aproximar. Doce, encantador e perigosamente apaixonante, Tay enxergava no homem frio da mansão algo que ninguém mais conseguia ver. E pela primeira vez na vida, Arm começou a perder o controle. Entre o caos da máfia, segredos da família principal, olhares proibidos e uma tensão impossível de esconder, Arm percebe que o maior risco que já enfrentou não veio de armas ou inimigos. Veio de Tay.
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