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Crimson Echoes [Editada]

Crimson Echoes [Editada]

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WpMetadataNoticeLast published Sat, Feb 24, 2024
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"E se, por todas as dores, houvesse alguém que estivesse lá para consolar minha mente conturbada em um ato puro de piedade? Talvez houvesse esperança para alguém vil como eu, carregando uma maldição que nunca fora minha. Se, em uma parte mais obscura e imaculada do seu coração, eu encontrasse um espaço para me abrigar em você, talvez amor e família fossem uma realidade. Agora, caminhando sozinha, nua pela própria dor, queimo pelo ódio que não alimentei, tornando-me cinzas que jamais serão sepultadas pelas pessoas que hoje jurei queimar." Cordelia - não sendo seu nome verdadeiro, mas aquele que escolheu para si -, pequena criança que não merecia o mal que deixaram sobre seus ombros magros, vê-se agora acusada de ser uma criatura maligna, amante do mal e do sujo. Morta para que todos pudessem ver, Cordelia queimava em chamas, amarrada em uma cruz invertida, como se fosse reclamada pelo próprio Anticristo. E, como se enfim recebesse a piedade que tanto almejou durante todos os anos de sua miserável vida, Cordelia ganha o dom de voltar ao princípio - ao ponto em que tudo começou a levá-la ao fim. Queimando viva, agora de vingança e esperança, ela deseja não mais ser o carvão que alimenta o fogo de todos, se tornando o calor de si mesma.
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Duas almas atravessam o véu entre os vivos e os mortos no mesmo minuto, segundo e hora. Do mesmo dia, mês e ano. Sob a luz de uma lua de sangue. Uma delas segue o seu caminho e encontra a eternidade. A outra, com sede de sabedoria mesmo na morte, observa sua contraparte atravessar, mas ela não segue o mesmo caminho. Em vez disso, a alma curiosa, se aproxima do local de onde a outra veio, ela não vê muito, está turvo, como se estivesse debaixo d'água. A alma estende a mão, ela não consegue puxar de volta. Se ainda tivesse um corpo físico ela estaria franzindo as sobrancelhas enquanto faz força para soltar a mão de sua prisão invisível. A alma desiste. Ela se aproxima mais e passa uma perna, depois outra e então a cabeça. Derrepente, a alma esta sendo puxada, ela não sabe oque é aquilo ou como parar. Então ela flutua e flutua enquanto é arrastada pelo nada. E então tudo para. Ela sente dor, seu corpo todo protesta. Seu estômago geme de fome e ela não consegue respirar. Dois olhos cinzentos se abrem para a escuridão, apenas uma luz avermelhada iluminando o lugar, ela grita.

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